Síndrome de Raynaud: Branco, azul e vermelho
A exposição a químicos, nomeadamente aos que são usados na indústria dos plásticos, pode induzir uma doença muito semelhante à esclerodermia, em que a sensibilidade das extremidades é uma das manifestações.
Há medicamentos que podem ter o mesmo efeito, entre eles se incluindo alguns usados no tratamento do cancro, das enxaquecas, das constipações e gripes e da hipertensão arterial (é o caso dos betabloqueadores).
O tabaco deve ser igualmente tido em consideração como factor de risco, na medida em que causa uma contrição dos vasos sanguíneos, logo uma diminuição do sangue e do oxigénio que chegam às mãos e aos pés.
Manter o frio ao longe
A síndrome de Raynaud não se cura. Mas é possível reduzir a intensidade e frequência das crises, bem como prevenir lesões nos tecidos, com recurso a medicamentos e alterações no estilo de vida.
Quando a síndrome está associada a outras doenças, importa mantê-las controladas.
Entre os medicamentos usados contam-se os chamados bloqueadores dos canais de cálcio, que actuam sobre os vasos sanguíneos das mãos e dos pés, dilatando-os, sendo ainda eficazes na cicatrização de úlceras cutâneas nos dedos. Usados podem ser ainda os vasodilatadores, que, como o nome indica, contribuem para dilatar os vasos sanguíneos, facilitando a passagem do sangue.
As situações mais graves exigem tratamentos mais agressivos, que podem envolver cirurgia bloqueio da acção dos nervos que controlam os vasos sanguíneos das mãos e dos pés: simpaticectomia.
Todavia, para a maioria das pessoas, a doença não chega a este extremo. Aliás, as que têm Raynaud primário nem sequer requerem medicamentos, encontrando alívio para as crises com cuidados simples. Desde logo, evitar os factores desencadeantes da síndrome, sejam eles o frio, o stress ou os medicamentos. Não fumar e limitar a ingestão de cafeína também ajuda. Proteger as extremidades, não só das temperaturas, mas também de feridas e outras lesões, é igualmente aconselhado.
Para muitas pessoas, a síndrome de Raynaud é mais um incómodo do que uma doença: com os devidos cuidados é possível controlar as crises sem perder qualidade de vida.
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O que fazer?
Há alguns gestos que ajudam a superar as crises, limitando-as na intensidade e na duração:
• Mudar para um local aquecido;
• Aquecer as mãos e os pés, por exemplo fazendo correr água morna (não quente);
• Massajar os dedos;
• Mover os braços em círculos e/ ou abanar as pernas;
• Relaxar e tentar sair da situação geradora de stress.
Mais vale prevenir
Evitar os factores de risco é essencial para prevenir as crises. E, sendo o frio o principal responsável, proteger o corpo passa por:
• Usar chapéu ou gorro, luvas e cachecol sempre que se esteja no exterior em dias frios;
• Usar luvas ao retirar alimentos do frigorífico ou congelador;
• Baixar o ar condicionado e vestir uma roupa quente em espaços ventilados artificialmente;
• Aquecer o carro antes de conduzir em dias frios.

