Refeições leves » com sabor a Verão - Página 4 de 5 - Médicos de Portugal

A carregar...

Refeições leves » com sabor a Verão

4 Junho, 2007 0

… ao saudável e seguro Na água, no ar e na terra, no corpo ou nos alimentos, as bactérias povoam um território imenso, numa omnipresença tão discreta que quase esquecemos o quanto podem afectar o nosso bem-estar.

Convém, no entanto, lembrar que os meios quentes e húmidos favorecem o desenvolvimento e multiplicação de microrganismos. Por isso existe uma maior probabilidade de virmos a sofrer as consequências da sua virulência durante o Verão, altura em que a escolha, a manipulação e a conservação dos produtos alimentares merecem redobrada atenção.

Respeitar a cadeia de frio é uma regra de ouro, sobretudo quando se sabe que as baixas temperaturas param a velocidade de crescimento das bactérias.

O processo é vertiginoso: em condições propícias – presença de oxigénio, temperatura entre 10 e 65º, humidade superior a 16% –, uma única bactéria pode dar origem a 250, em apenas duas horas. Bem feitas as contas, decorridas 6, 8 horas serão já muitos milhões.

Equivale isto a dizer que uma pequena dentada num alimento contaminado – por vezes, com sabor e cheiro acima de qualquer suspeita – é suficiente para desencadear uma toxinfecção acompanhada de diarreia, vómitos, dor abdominal, dor de cabeça e febre. Enfim, o suficiente para estragar as férias.

Não é necessário chegar a tanto. Basta centrarmos a atenção nos alimentos que todos os dias passam pelas nossas mãos.

Fora de casa

Em tempo de férias, as refeições fora de casa são mais comuns, assim como as viagens que, por vezes, nos levam até regiões com climas muito quentes e higiene duvidosa. Sendo assim, cautela!

No restaurante há que reparar, nomeadamente, se os alimentos estão resguardados, as superfícies limpas, os talheres e loiças bem lavados. Por outro lado, convém estar atento ao aspecto dos empregados que deverão apresentar-se de farda limpa, sem feridas à vista ou constipados.

Em viagem a melhor maneira de evitar o aparecimento da diarreia do viajante é beber unicamente água fervida ou engarrafada (a mesma que deve ser usada para lavar os dentes), evitar gelo, gelados, fruta crua e saladas.

Quem opta por servir-se directamente da garrafa, porque os copos não oferecem segurança, terá de ter cuidado em limpar bem os gargalos. Com frequência, as embalagens estão empilhadas em armazéns pouco limpos povoados de pequenos animais que podem constituir uma fonte de contaminação.

Prudência na cozinha

«As toxinfecções alimentares de origem bacteriana são não só as mais comuns, como as mais fáceis de evitar, se cumpridas algumas regras higio-sanitárias», refere a Dr.ª Alva Seixas Martins, salientando as principais:

Higiene pessoal – Lavar bem as mãos antes de tocar nos alimentos, depois de ter mexido em restos de comida e de ter ido à casa de banho, ou após mexer em alimentos crus; – Secar bem as mãos; – Qualquer corte, queimadura ou arranhão nas mãos, por menor que seja, pode conter bactérias e deve ser coberto com um penso.

Preparar e guardar alimentos – As superfícies e os utensílios de cozinha devem ser limpos com frequência com água quente e detergente; – Usar tábuas de corte separadas para carne, peixe e legumes, crus e cozidos; – As saladas, legumes e frutos devem ser bem lavados e descascados – Lavar todas as superfícies e todos os utensílios com detergente depois do contacto com alimentos crus, e antes de voltar a usá-los; – A carne e o peixe devem ser cozinhados ou congelados no dia da compra; – Os alimentos congelados devem descongelar no frigorífico antes de serem cozinhados.

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.