Prevenir e tratar a incontinência - Página 3 de 5 - Médicos de Portugal

A carregar...

Prevenir e tratar a incontinência

1 Março, 2010 0

O seu farmacêutico recomendar-lhe-á a consulta médica, aconselhamento que deve seguir para que seja diagnosticado o tipo de incontinência urinária que possui e seja sujeito ao tratamento mais adequado à sua situação.

O farmacêutico pode dar um considerável suporte ao nível dos estilos de vida mais saudáveis. É o caso dos cuidados dietéticos e das mudanças comportamentais (deixar de fumar, adoptar um regime alimentar sem comida muito condimentada, tratar a obstipação…). O farmacêutico é um especialista do medicamento cujo aconselhamento pode contribuir para a obtenção do máximo benifício do que foi prescrito pelo médico para tratamento da patologia ou, por outro lado, alertá-lo(a) para certos efeitos de medicamentos que podem agravar o problema o que pode acontecer também com certos preparados que os doentes tomam sem prescrição médica.

É o profissional de saúde diponível para responder a todas as perguntas que lhe ponha sobre as perdas urinárias e aconselhá-lo(a) sobre o que fazer para aumentar o seu conforto e qualidadede vida.

O Dia Mundial da Incontinência Urinária comemora-se em 14 de Março.

Trata-se de uma patologia que atinge pelo menos meio milhão de portugueses. Os seniores são o grupo etário mais atingido, admitindo-se uma prevalência de 90 por cento de incontinentes nos lares de terceira idade e casas de repouso.

A vida das pessoas com incontinência fica limitada, tal a inibição pelo medo da perda involuntária de urina.

O incontinente sente-se diminuído, por preconceito procura esconder o problema ao médico, chegando até a optar pelo uso de fraldas e a transportar mudas de roupa, comprometendo, com este medo injustificado, a sua qualidade de vida pessoal e social.

Há até muitos doentes que pensam que a incontinência urinária é uma consequência inevitável do processo natural de envelhecimento dos órgãos e também por isso não procuram ajuda para tratar a patologia.

 

Mulheres são as mais atingidas

A continência urinária depende da integridade anatómica e fisiológica. A bexiga normal pode acumular volumes de urina relativamente grandes. O estado de continência urinária depende de um funcionamento harmonioso e eficaz entre a bexiga e um esfíncter (músculo que assegura a oclusão ou abertura).

O esfíncter tem dois componentes: o músculo do colo da bexiga e o músculo do esfíncter externo, situado na saída para a uretra (que transporta a urina para o exterior). Mas a continência também depende dos rins, do sistema nervoso e da capacidade física e psicológica do indivíduo em reconhecer e responder à vontade de urinar. Regra geral, esta capacidade atinge-se cerca dos 2 anos de idade, graças à aprendizagem e treino social.

Há vários factores de risco associados à incontinência. É o caso da imobilidade associada a doenças crónicas, o uso de certos medicamentos, estilos de vida pouco saudáveis (consumo de tabaco e excesso de álcool, baixa ingestão de líquidos, obesidade…), a diabetes, alterações anatómicas como a descida da bexiga, uretra ou recto, infecções urinárias, por exemplo.

A maior frequência da incontinência urinária das mulheres deve-se à especificidade anatómica: nas mulheres a principal causa de incontinência é a falta de suporte muscular no local onde a bexiga se une à uretra, causada por relaxamento muscular resultante da idade e agravado pela menopausa. O parto pode também contribuir para esta incontinência, razão pela qual se aposta hoje muito na prevenção através da realização de treinos musculares.

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.