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Prevenir e tratar a incontinência

1 Março, 2010 0

Há múltiplas causas para a incontinência, e daí os diferentes tipos usados na sua classificação.

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Os tipos da incontinência urinária

São fundamentalmente três: de esforço (tossir, espirrar, rir, levantar pesos, fazer exercício físico, por exemplo), que resulta no aumento da pressão abdominal, deixando o esfíncter de ter força suficiente para suster a saída da urina; de urgência, que se traduz pela perda involuntária de urina precedida por uma sensação forte de necessidade de urinar, é este o tipo mais frequente de incontinência nos idosos e está realmente associada ao processo de envelhecimento dos órgãos; mista, uma combinação de incontinência de esforço e de urgência.

 

Qual a importância do diagnóstico?

Há quem proceda por fatalismo ou resignação, achando que deve conviver com a incontinência urinária sem procurar ajuda dos profissionais de saúde.

São pessoas que desconhecem ou silenciam a sua patologia, que têm vergonha de falar do seu problema com o médico, isto quando muitos casos de incontinência podem ser curados ou controlados.

Nos casos de diagnóstico precoce, tudo será mais fácil. Quando se descobre a causa desenvolve-se um plano de tratamento após inquérito do médico e depois de se terem efectuado os exames necessários. O tratamento apropriado é proporcional à análise minuciosa da patologia e à natureza dos tratamentos que se prescrevem.

 

Como se trata a incontinência?

Em muitos casos, o tratamento requer somente que se tomem medidas simples que levem à mudança de comportamentos. Existem produtos para incontinentes que permitem diminuir as suas repercussões enquanto aguardam tratamento definitivo. A incontinência por urgência pode ser prevenida urinando frequentemente com intervalos regulares. As terapias comportamentais podem ainda envolver produtos absorventes, cateteres, dispositivos como adesivos descartáveis.

Na mulher, para a resolução de casos de incontinência provocada pelo esforço associada à menopausa, pode contribuir o uso de cremes que contenham estrogénios, associado a exercícios de reabilitação dos músculos pélvicos, os chamados exercícios de Kegel, destinados a fortalecer os músculos que suportam a bexiga e fecham os esfíncteres.

Nos tratamentos com medicamentos, o médico pode prescrever fármacos que controlam os espasmos, terapia hormonal de substituição, antibióticos, etc., de acordo com o tipo de incontinência e a sua origem.

Quando estes tratamentos falham, pode ponderar-se a cirurgia. Esta está indicada em situações como: incontinência urinária de esforço moderada a grave; anomalias anatómicas; casos de aperto uretral que poderão ser resolvidos por uretrotomia (corte induzido na parede da uretra para aumentar o seu diâmetro).

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Fale com o seu farmacêutico

Sendo a incontinência urinária uma patologia altamente incapacitante com graves repercussões de índole higiénica, pessoal e social, à volta da qual há tantos preconceitos e até sentimentos de vergonha, é legítimo que use e abuse do aconselhamento farmacêutico, benificiando da sua proximidade e disponibilidade, para saber mais sobre esta patologia, como a deve prevenir recorrendo a estilos de vida mais saudáveis e a cuidados específicos, quais as soluções de conforto disponíveis e mais adequadas a cada caso, comodeve proceder para tirar melhor partido dos diferentes tratamentos prescritos pelo médico.

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