Pilar del Rio e Pedro Abrunhosa com novas visões sobre Psicologia e Crises - Médicos de Portugal

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Pilar del Rio e Pedro Abrunhosa com novas visões sobre Psicologia e Crises

27 Novembro, 2011 0

Pilar del Rio e Pedro Abrunhosa contribuíram com novas visões para o tema “A Psicologia em tempo de crises”, em debate no V Colóquio Europeu de Psicologia e Ética, hoje no ISPA. Num auditório com mais de uma centena de alunos e ao lado de conferencistas como Seabra Diniz (presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise) ou Maria Teresa Horta (escritora e jornalista), a presidenta da Fundação José Saramago e o músico puseram a sua experiência profissional e de vida ao serviço de novas reflexões.

Responsável pela comunicação “La insufrible minoridad que asumimos las mujeres”, Pilar del Rio afirmou que “quem inventou o fogo e a roda foram as mulheres, cansadas de carregar com água e comer carne crua”, ironizando: “as mulheres só não pintaram a Capela Sistina porque estavam a preparar o jantar ao pintor”. Sublinhando que, ao longo dos séculos, as mulheres foram sendo rotuladas como bruxas ou prostitutas, e que ainda hoje se definem pelos seus parentescos de filha, mulher ou mãe – ao invés de por si mesmas -, a presidenta da Fundação José Saramago concluiu que “para aguentarmos, desde o início do mundo, esta menoridade, é porque somos geniais – estar casado é duro, as noivas não se deviam vestir de princesas, mas de guerreiras”.

Já Pedro Abrunhosa participou na mesa redonda “Crises e interações sociais: a diabolização do estranho”, onde considerou que a palavra que faltava ser dita e com a qual temos de nos confrontar é “passividade”, uma vez que “todos somos culpados pela crise e pela diabolização do estranho, ao tomarmos por garantido qualquer poder que nos seja imposto. Não existe normal e não existe estranho, mas sim individualidade, não há parâmetros a seguir”. O músico lembrou que, ao longo dos tempos, “o ódio é sempre mais sobre aqueles que nos são próximos do que nos são estranhos, portanto a estranheza também é um conceito de proximidade”, concluindo “abençoados aqueles que mostram essa estranheza”.

Responsável pela comunicação “La insufrible minoridad que asumimos las mujeres”, Pilar del Rio afirmou que “quem inventou o fogo e a roda foram as mulheres, cansadas de carregar com água e comer carne crua”, ironizando: “as mulheres só não pintaram a Capela Sistina porque estavam a preparar o jantar ao pintor”. Sublinhando que, ao longo dos séculos, as mulheres foram sendo rotuladas como bruxas ou prostitutas, e que ainda hoje se definem pelos seus parentescos de filha, mulher ou mãe – ao invés de por si mesmas -, a presidenta da Fundação José Saramago concluiu que “para aguentarmos, desde o início do mundo, esta menoridade, é porque somos geniais – estar casado é duro, as noivas não se deviam vestir de princesas, mas de guerreiras”.

Já Pedro Abrunhosa participou na mesa redonda “Crises e interações sociais: a diabolização do estranho”, onde considerou que a palavra que faltava ser dita e com a qual temos de nos confrontar é “passividade“, uma vez que “todos somos culpados pela crise e pela diabolização do estranho, ao tomarmos por garantido qualquer poder que nos seja imposto. Não existe normal e não existe estranho, mas sim individualidade, não há parâmetros a seguir”. O músico lembrou que, ao longo dos tempos, “o ódio é sempre mais sobre aqueles que nos são próximos do que nos são estranhos, portanto a estranheza também é um conceito de proximidade”, concluindo “abençoados aqueles que mostram essa estranheza”.

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