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O stress é contagioso

14 Outubro, 2007 0

Atenção aos sinais!

Causas comuns

» Ameaças súbitas: incêndios, explosões, acidentes;

» Violência;

» Sensação de insegurança;

» Perda da estabilidade económica, (ser demitido, por ex.);

» Dificuldades sexuais;

» Doenças prolongadas;

» Morte de pessoas próximas;

» Mudanças imprevistas;

» Aquisição de dívidas e de compromissos difíceis de honrar;

» Conflitos permanentes no trabalho ou em casa.

Principais sintomas físicos

» Perda de apetite;

» Cefaleias e enxaquecas;

» Taquicardia;

» Tensão muscular;

» Hipertensão arterial;

» Dores urinárias;

» Perda do apetite sexual;

Principais sintomas psicológicos

» Aparição de medos e fobias;

» Ruminação de medos e ideias (remoer pensamentos);

» Apatia;

» Aumento do consumo de bebidas alcoólicas;

» Aparecimento de rituais compulsivos

Destaques

“O stress é o resultado do homem criar uma civilização, que ele, o próprio homem, não consegue suportar”

Hans Seyle,
Endocrinologista húngaro

“Quando se faz das tripas, coração, tem-se gastroenterites e doença de Crowne; quando se faz do coração, tripas, há os enfartes do miocárdio”,

João Gonçalves Vilas-Boas
Psiquiatra

Opinião
Controlar o Stress

O stress é inevitável enquanto vivemos. A algumas fontes de stress não podemos escapar, enquanto que outras podemos evitar ou manejar. O que é grave é que a maioria de nós não distingue entre uma situação e outra.

Faça uma lista daquilo que considera gerador de stress na sua vida e tende dividi-las nestas três categorias. Concentre os esforços naquilo que pode ser resolúvel. Não perca tempo a tentar mudar o impossível.

O stress afecta-nos de modos diferentes. Verifique na lista os sintomas que se lhe aplicam.

Para cada tipo há técnicas especiais de intervenção que irão reduzir os sintomas psicológicos ou físicos que são consequência do stress. A meditação, a relaxação muscular e os exercícios aeróbicos, jogging, yoga, marcha, podem ser excelentes opções. Contudo, como cada pessoa é um caso, nem todas as técnicas são úteis ou adequadas para todos. Consulte o seu médico.Tenha sempre presente que há sempre algo que pode controlar.

Ninguém o consegue fazer sentir um farrapo sem o seu consentimento. Se acha que foi tratado injustamente, ou tem um sério desafio pela frente, aprenda a agir assertivamente e com responsabilidade. Se considera que a primeira acção não teve os resultados pretendidos, persista na sua atitude assertiva, repetindo periodicamente a sua posição e as suas propostas, mesmo que comece a parecer-se com um disco riscado.

É vital saber dizer NÃO quando confrontado com um pedido que avalia como exagerado, fora do razoável ou sem o tempo necessário para o satisfazer. Não é possível satisfazer toda a gente. Ninguém o respeitará se não souber respeitar-se. Aprenda a gerir o seu tempo de modo a entremear sempre trabalho, família, lazer e descanso.

É claro que sem amigos não se vai longe. Um forte apoio social é um importante escudo para as consequências negativas do stress. Se a família, amigos ou trabalho não o preenchem, envolva-se noutras actividades onde faça conhecimentos, cultive-os. Pode arranjar “hobbies” com pessoas com interesses similares.

O stress faz parte da vida, mas a sensação de descontrole é sempre prejudicial.

Quem está informado e pára de pensar pode ver as coisas de outra maneira. Se descobrir que há algo que pode fazer – e quase sempre há – faça-o em vez de se queixar, preocupar ou sofrer desnecessariamente.

Dra. Maria Antónia Frasquilho

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