O Cancro da Mama no Alvo da Moda
O sucesso da campanha FTBC nos outros países fez com que a Associação Laço quisesse implementá-la em Portugal. Fátima Lopes (na foto, com Astrid Werdnig), Bárbara Guimarães, Mariza e Sofia Carvalho são outras figuras nacionais que se associaram a esta campanha, para além de Astrid Werdnig que o Jornal do Centro de Saúde teve oportunidade de entrevistar.
Astrid, qual o motivo que a levou a aderir a esta campanha?
Ajudar a divulgar informação importante sobre prevenção e tratamento de uma doença que afecta à volta de 4500 mulheres todos os anos em Portugal bem como mostrar solidariedade com as doentes e familiares deles. Quase todos nós temos alguém perto.
Costuma efectuar rastreios frequentes ao cancro da mama?
Fiz a minha primeira mamografia este ano. Foi mais fácil do que pensava, e não doeu nada. Comecei também a fazer o auto-exame da mama uma vez por mês.
Sente especial preocupação com a possibilidade de vir a sofrer desta doença?
Como tive alguns casos de cancro na família, sim, sinto uma preocupação especial com esta doença.
Que mensagem gostaria de deixar aos leitores do Jornal do Centro de Saúde que possa estar a sofrer com cancro da mama?
Eu não acho que existe “uma atitude correcta” para com um diagnóstico de cancro. Não há duas pessoas que reagem exactamente da mesma maneira, depende da personalidade e de todas as circunstâncias da vida da pessoa, como do desenvolvimento da doença.
No entanto durante o processo da doença podia ser bom relativizar as coisas e pensar como o Nietzsche, que disse: “Saúde é esse estado de doença, que ainda me permite seguir com as minhas actividades essenciais.” É importante manter as ocupações essenciais, procurar sair e conviver regularmente, ter uma vida além da doença.
Eu acho que é normal sentir medo, mas conheci pessoas que transformaram o medo em energia e usaram-na para agir e enfrentar a doença. Obviamente tudo isto é fácil de dizer… mas não hesite em procurar ajuda, não se isole e procure o apoio de que necessita.
A Associação Laço é uma associação de voluntariado fundada em 2000 e cujo único objectivo é lutar contra o cancro da mama em Portugal. A Laço quer ter um impacto significativo na melhoria da prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro da mama em Portugal.
As várias iniciativas desenvolvidas pela associação ao longo dos seus cinco anos de existência já permitiram a compra de três unidades móveis totalmente equipadas e uma unidade fixa para a realização de mamografias para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
O Programa Nacional de Rastreio do Cancro da Mama é o principal método de detecção precoce e um meio privilegiado para informar as mulheres sobre o cancro da mama. Mais de 50 mil mulheres portuguesas em zonas rurais já foram rastreadas graças a estas unidades compradas pela Laço.
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