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Não cruze as pernas à insuficiência venosa

13 Agosto, 2009 0

Sente que, no final do dia, os membros inferiores denunciam sinais de cansaço? Tem cãibras nocturnas frequentes, inchaço dos tornozelos, prurido e formigueiros? Atenção: estes poderão ser os primeiros indícios de insuficiência venosa, uma patologia que afecta entre 20 a 30% da população adulta nos países desenvolvidos. Saiba como e porquê.

Pernas cansadas, pesadas, quem as não tem? Acontece que este sintoma, associado a formigueiro, inchaço dos tornozelos ao fim do dia e cãibras durante a noite, poderá significar mais do que um dia cansativo.

Em causa poderá estar a insuficiência venosa, uma patologia que resulta da “avaria” de um dispositivo, chamado válvulas, que existe dentro das veias das pernas.

Esta condição impede o normal retorno do sangue venoso (pobre em oxigénio) até ao coração, dando origem a um aumento de pressão do sangue dentro das veias das pernas, o que provoca a saída de certas substâncias para os tecidos envolventes, responsáveis pelos sintomas reportados.

Segundo o Dr. José Neves, cirurgião vascular do Hospital dos Capuchos, em Lisboa, a insuficiência venosa é um “termo global que se refere ao mau funcionamento do sistema venoso e que abrange as varizes e outras doenças das veias, nomeadamente as tromboses venosas, vulgarmente referidas com “tromboflebites”, e situações mais raras de natureza congénita, chamadas angiodisplasias”.

Para o especialista, esta patologia pode afectar ambos os sexos, embora, atinja, sobretudo, o género feminino. Estima-se que, por cada homem, haja duas mulheres a sofrer de varizes: a causa mais frequente de insuficiência venosa.

 

Pernas para que te quero?

No contexto global da doença, o especialista considera três razões que estão na origem da insuficiência venosa: as tromboses venosas (formação de um coágulo de sangue dentro de um vaso sanguíneo), as anomalias congénitas no sistema venoso e as varizes. Estas veias dilatadas e inestéticas podem dividir-se em dois grupos, de acordo com José Neves: varizes primárias ou essenciais e secundárias.

No primeiro caso, “”existem vários factores predisponentes em jogo, mas a causa é desconhecida”. Já as varizes secundárias “surgem como um ‘escape’ para que o sangue possa chegar ao coração”. Havendo uma “oclusão de uma veia profunda, o sangue que deveria caminhar por este vaso é desviado para o sistema superficial”.

Mas, se numa fase inicial, não se registam complicações, a partir de determinada altura, “a veia dilata-se de forma que as válvulas se tornam insuficientes”. Segundo o especialista, quando o pai e a mãe sofrem de varizes primárias, os descendentes têm “grande probabilidade de terem varizes”, sobretudo se forem do sexo feminino.

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Para além do “factor familiar”, existem outros agentes que predispõem ao aparecimento de varizes: “a idade, o sexo, as gravidezes múltiplas, o excesso de peso, o tipo de actividade profissional, um estilo de vida sedentário, entre outros”.

Profissões que obrigam a permanecer longos períodos de tempo em posição imóvel, quer de pé quer sentado, “predispõem ao aparecimento de insuficiência venosa, particularmente de varizes, da mesma forma que trabalhar em ambientes quentes”.

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