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Mais de 4 milhões de portugueses admitem cortar no seu orçamento familiar

27 Setembro, 2011 0

Mais de 4 milhões de portugueses admitem a necessidade de fazer cortes no seu orçamento familiar em resultado do novo regime de comparticipação do medicamento. 1,2 milhões de portugueses afirmam mesmo que tais cortes implicará deixar na farmácia alguns dos medicamentos necessários.

A população idosa, não ativa, com níveis de instrução mais baixos e residente na zona sul e ilhas é a mais atingida com tal medida. Estas são as principais conclusões da terceira vaga do barómetro bianual BOP Health – “Os Portugueses e a Saúde”, desenvolvido pela empresa Spirituc-Investigação Aplicada, em parceria com a consultora Guess What PR e o Grupo Havas Media, divulgadas hoje numa conferência em Lisboa.

O número de Portugueses que admite estar a fazer cortes no seu orçamento devido ao novo regime de comparticipação do medicamento aumentou, no decorrer do último semestre, cerca de 8 pontos percentuais (de 39,7 para 47,8 por cento). No que diz respeito a cortes na compra de medicamentos, o crescimento registado foi ainda mais efetivo (10 pontos percentuais, de 4,5 para 14,5 por cento).

A estratégia de poupança dos portugueses no que diz respeito aos medicamentos passa também por uma aposta no consumo de medicamentos genéricos, que em Portugal tem vindo a registar um crescimento significativo. No primeiro semestre de 2011, quase 85% da população adulta portuguesa tinha já experimentado este tipo de fármacos. Tal, representa um crescimento de quase 20 pontos percentuais no consumo deste tipo de medicamentos face a período homólogo do ano anterior.

Segundo o estudo, os portugueses têm uma leitura bastante crítica relativamente ao estado da saúde em Portugal. Cerca de 1/4 dos portugueses (23,5%) considera-se mesmo pouco ou nada satisfeito com o Sistema de Saúde em Portugal, sendo o setor público o menos apreciado. Apenas 1/3 dos portugueses (37,1%) apresenta um grau de satisfação elevado com os hospitais públicos, enquanto que, com as instituições privadas, este valor ascende aos 68,9%.

Mas apesar de maior parte dos inquiridos mostrar maior satisfação com o setor privado, só 2 milhões de portugueses (22,8% da população adulta) possuem atualmente um seguro de saúde.

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O Barómetro BOP Health – “Os portugueses e a Saúde” revela ainda que a visão dos portugueses sobre a gestão da Saúde no país continua pessimista: mais de 1/3 dos Portugueses (34,7%) considera que o Ministério da Saúde faz uma má gestão dos dinheiros públicos. 91,2% dos inquiridos considera ainda que o estado deveria investir mais na Saúde, deixando para segundo plano a Educação, apoios sociais, Justiça, Defesa e ordenados e despesas da Administração Pública.

Quando inquiridos se o Serviço Nacional de Saúde deve manter a garantia de acesso de todas as pessoas aos cuidados de saúde de forma gratuita, aproximadamente 20% aceita a ideia de ter um SNS pago e não universal. Por outro lado, 40% tem já a perceção de que num futuro próximo o Estado deixará de poder garantir a todos os cidadãos o acesso a novos medicamentos, sendo que a principal medida apontada pelos portugueses (54,9%) para garantir a acesso gratuito a estes fármacos inovadores será o de adotar a regra do utilizador/pagador em função dos rendimentos de cada um.

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