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Obesidade: Doença crónica e perigosa. Saiba quais as bases para o tratamento

24 Fevereiro, 2017 0
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A obesidade é o resultado da acumulação excessiva de gordura capaz de produzir doenças. Contudo, nem toda a gordura é da mesma maneira prejudicial para a saúde. A gordura quando visceral, isto é, a que se encontra dentro da cavidade abdominal junto dos órgãos, é a que é verdadeiramente perigosa, porque é aquela que se acompanha de co-morbilidades.

A obesidade é uma doença crónica

Isto é, quem uma vez foi obeso, mesmo que emagreça e volte ao peso normal, é sempre potencialmente obeso. E, mais cedo ou mais tarde, pode novamente engordar.

É enorme a probabilidade de se verificar um aumento de peso após prévios tratamentos de emagrecimento com sucesso.

 

O que torna a obesidade perigosa?

Não é o excesso de gordura por si que é grave para a saúde, mas as co-morbilidades que o acompanham: a diabetes mellitus, a hipertensão arterial, as alterações do colesterol e dos trigliceridos, a apneia do sono, as alterações endoteliais, o aumento do ácido úrico, o aumento da proteína C reactiva (aumento da inflamação), as alterações da coagulação do sangue, para além das alterações articulares e das alterações psicológicas (ansiedade, depressão, perda de auto-estima).

A obesidade visceral produz insulinorresistência (ou esta produz obesidade) com hiperinsulinismo. E é esta obesidade visceral e a insulinorresistência (com hiperinsulinismo) que desencadeiam as co-morbilidades acima referidas.

A obesidade e a insulinorresistência desencadeiam doenças que vão por sua vez provocar aterosclerose, com consequente doença cardiovascular e morte. Provocam ainda Disfunção Sexual Eréctil (impotência sexual), no homem, e Síndroma do Ovário Poliquístico (alterações menstruais, anovulação e hiperandrogenismo), na mulher.

 

O que é a Síndroma Metabólica (SM)?

A associação da obesidade e de factores de risco cardiovasculares constituem a SM.
A IDF (International Diabetes Association) define SM como a associação da obesidade visceral e 2 quaisquer dos 4 factores de risco; alteração da glicémia ou diabetes, hipertensão arterial, aumento dos triglicéridos e baixa da HDL (lipoproteína de alta densidade que é o colesterol que protege)

 

Quais as bases para o tratamento da obesidade?

O tratamento correcto consiste na modificação do estilo de vida, baseado na dieta, na actividade física/exercício físico e na terapêutica comportamental/motivacional.

Se a modificação do estilo de vida não for suficiente devem-se utilizar fármacos anti-obesidade – sibutramina (Reductil) ou orlistat (Xenical); e metformina, fármaco que diminui a insulinorresistência.

A cirurgia bariátrica (banda e bypass) só são de aconselhar quando se trata de uma obesidade mórbida (IMC superior a 40 ou superior a 35 com co-morbilidades – IMC obtém-se dividindo o peso em Kg pela altura em metros ao quadrado) refractária há pelos menos 2 anos a todos os tratamento.

 

Melhor que tratar é evitar a obesidade.

Dr. J.Garcia e Costa,
NEDO – Núcleo de Endocrinologia Diabetes e Obesidade, Lda.

Dr. A. Galvão Teles,
NEDO – Núcleo de Endocrinologia Diabetes e Obesidade, Lda.

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