Hospital opera doente de distonia
O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vai começar a realizar a cirurgia de estimulação cerebral profunda para tratar os doentes que sofrem de distonia, uma doença muito incapacitante que provoca contracções involuntárias nos músculos. Estima-se que esta doença afecte 80 mil europeus.
De acordo com o Dr. Miguel Coelho, médico que acompanha o doente que vai ser operado no dia 23 de Fevereiro, “esperamos com esta cirurgia melhorar a qualidade de vida do doente, permitindo que realize as suas tarefas diárias sem a dificuldade que sente actualmente”. O paciente tem 49 anos e tem distonia desde os 11 anos.
“Os riscos sérios são baixos, verificam-se em um a dois por cento dos casos, e por isso estamos confiantes nos resultados e na melhoria da qualidade de vida do doente”, refere o especialista médico.
A cirurgia para o tratamento da distonia consiste na implantação, debaixo da pele na zona do peito, do dispositivo neuroestimulador que permite a estimulação eléctrica de estruturas do cérebro que controlam a função motora. Esta intervenção demora cerca de 8 horas e envolve uma equipa multidisciplinar que conta com dois neurologistas e dois neurocirurgiões.
A distonia é uma doença que se caracteriza por contracções musculares involuntárias que levam a movimentos e posições anormais de determinadas partes do corpo, frequentemente dolorosas. Esta perturbação motora impede uma vida normal.
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