Hipertensão arterial nas crianças e adolescentes: Diagnóstico precoce e estilo de vida saudável são os melhores aliados das artérias - Página 4 de 5 - Médicos de Portugal

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Hipertensão arterial nas crianças e adolescentes: Diagnóstico precoce e estilo de vida saudável são os melhores aliados das artérias

1 Maio, 2010 0

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Sublinha que o sedentarismo é uma das práticas a abater, em nome de uma melhoria da saúde cardiovascular e geral das crianças. Acrescenta que a criação e manutenção de um estilo de vida saudável para toda a vida “é o mais importante no tratamento da hipertensão arterial em todos os grupos etários”.

Reforça que à família compete ensinar as crianças a alimentarem-se bem e explicar as vantagens da adopção de uma alimentação saudável e da prática de exercício físico (caminhada, natação, entre outros) para a sua saúde. Os pediatras, médicos de família ou nutricionistas podem ajudar as crianças submetidas a um programa de controlo de peso e hipertensão arterial a ficarem mais motivadas.

Em que circunstâncias se prescreve a medicação?

Quando…

– A hipertensão arterial tem causas conhecidas

– Está associada a sintomas como cefaleia (dor de cabeça), vómitos, naúseas

– A hipertensão tem impacto noutros órgãos, principalmente no coração ou no rim

– Há diabetes em simultâneo com a hipertensão arterial

– Quando as medidas não farmacológicas não são suficientes para controlar a pressão arterial

Os nutricionistas devem conquistar os jovens

As crianças e os adolescentes deverão conversar de uma forma aberta com os seus nutricionistas. Estes não devem desvalorizar os conhecimentos que eles têm, mas antes tratá-los como pessoas autónomas e entender como funciona a sua mente, de forma a conquistá-los. “Se o jovem estiver conquistado, posso convencê-lo a seguir um regime alimentar saudável, embora pense sempre que é ele que comanda toda a situação”, explica a Dr.ª Rosa Maria Santos, nutricionista no Hospital de S. João.

É possível ainda em criança ou em adolescente ter um enfarte ou AVC?

“São situações muito raras mas existem; as consequências mais frequentes ainda nos mais jovens relacionam-se com alterações sobretudo renais e/ou cardíacas, que, não sendo ainda tão graves, provocam alterações no desenvolvimento dos órgãos afectados e se manifestarão de forma mais grave no futuro”, explica a Dr.ª Maria João Lima.

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Inês Francesca Consonni, 13 anos, aluna no Colégio Novo da Maia

J.C.S – Preocupas-te muito com o que comes?

Inês Francesca – Sim bastante, porque há dois anos, não estava na melhor forma física e era muito desleixada com a minha alimentação. A minha mãe fazia-me as vontades e não sabia dizer que não. Mas, actualmente, um dos meus objectivos é manter peso e ter uma boa forma física.

J.C.S – O que te levou a ter uma dieta mais saudável?

I. F. – Eu tinha obesidade grau 1 e, por isso, um certo dia, o meu pai mostrou-me o que sucedia às pessoas que não tinham uma alimentação equilibrada e que não levavam uma vida saudável.

Inês tens ou já tiveste algum problema de diabetes, hipertensão arterial ou hipercolesterolemia?

I.F. – Não, mas um dos meus objectivos quando mudei de estilo de vida foi precisamente evitar o surgimento desses factores de risco no futuro.

Como é o teu plano de controlo de peso?

I.F. – A minha mãe prepara sempre refeições muito saudáveis à base de sopa de legumes – apesar de eu não gostar deste alimento – e uma vez por semana comemos massa. Comemos muitos legumes e fruta.

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