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Hepatite: Fígado sofre!

20 Fevereiro, 2014 0

Trata-se de uma infecção provocada pelo vírus VHA, que é absorvido no aparelho digestivo e se multiplica no fígado, inflamando-o. Transmite-se de pessoa para pessoa, quando os alimentos ou a água estão contaminados por dejectos. Daí que seja mais frequente em países menos desenvolvidos, devido à precaridade do saneamento básico; daí também que atinja sobretudo crianças e adolescentes, cujo sistema imunitário é mais frágil. É uma doença considerada aguda, que se cura em média ao fim de três semanas a um mês, sem necessitar de internamento hospitalar ou de um tratamento específico.

Em 90% dos casos manifesta-se sem sintomas específicos, mas eles existem – mal-estar, fadiga, náusea, vómitos, desconforto abdominal sob as costelas direitas, febre na fase inicial, urina muito escura, fezes descoradas, amarelecimento dos olhos. Raramente é fatal, embora em adultos afectados por uma doença hepática crónica – originada por outro vírus ou pelo consumo excessivo de álcool – possa provocar falência do fígado, conhecida por hepatite fulminante. Contra o VHA existe uma vacina, descoberta em 1991, e que garante protecção por, pelo menos, dez anos.

 

B – Uma das principais doenças do mundo

A hepatite B constitui um grave problema de saúde pública em todo o mundo, com o vírus que a causa – o VHB – a ser responsável por uma elevada taxa de mortalidade, com as infecções crónicas a ele associados a darem origem, com frequência, a cirrose e cancro do fígado. É através do contacto com o sangue de uma pessoa infectada e das relações sexuais não protegidas que o vírus se transmite, à semelhança do que acontece com o vírus da sida. Uma outra forma de contágio, comum também às duas doenças, é a transmissão de mãe para filho durante o parto. Nas mais das vezes, a infecção declara-se sem sintomas ou com queixas não específicas, como cansaço, desconforto abdominal sob as costelas direitas e dores nas articulações.

Num terço dos infectados, o vírus provoca hepatite aguda e um em cada mil pode ser vítima de hepatite fulminante. Em dez por cento dos casos, a doença torna-se crónica, uma situação mais frequente nos homens. Existe uma vacina, que faz parte do plano nacional de vacinação.

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C – Sem vacina à vista

É conhecida como a “epidemia silenciosa” pela forma como o número de portadores crónicos tem aumentado em todo o mundo e pelo facto de os infectados poderem não apresentar qualquer sintoma, durante 20 ou 30 anos, e sentir-se de perfeita saúde. Uma vez no organismo humano, este vírus leva 40 a 70 dias a incubar, com a particularidade de, à semelhança do vírus da sida, ser capaz de se modificar e camuflar, o que dificulta uma resposta adequada do sistema imunitário. Só uma parte dos infectados apresenta sintomas da doença, os quais podem oscilar entre letargia, mal-estar geral e intestinal, febre, perda de apetite, intolerância ao álcool, icterícia e problemas de concentração. Muitas vezes, são queixas muito parecidas com as de uma gripe. Cerca de 20% dos infectados recuperam espontaneamente, mas a maioria passa a sofrer de hepatite crónica, com a possibilidade de evolução para cirrose ou cancro no fígado.

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