Há quanto tempo não se vacina?
E a verdade é que, se o calendário for cumprido, aos seis meses já as crianças estão protegidas contra sete doenças da infância e aos 15 meses contra dez.
O ideal é que seja seguido o calendário, mas nunca é tarde para iniciar a vacinação. Existem esquemas alternativos.
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Na generalidade qualquer pessoa pode vacinar-se mas há situações que exigem precauções e, em certos casos, podem até existir contra-indicações em relação a certas vacinas. Antes de fazer qualquer vacina deve consultar o seu médico assistente, sobretudo em caso de doença grave, gravidez, tratamento com corticosteróides e/ou tratamento com radiações.
E há vacinas que não constam do PN V mas que podem ser muito importantes: é o caso da vacina contra a gripe, frequentemente recomendada a pessoas que integram grupos da população mais vulneráveis, como os idosos ou indivíduos com doenças crónicas. Há ainda outras indispensáveis para prevenir riscos quando se viaja para os chamados destinos tropicais, onde as deficientes condições de saneamento básico contribuem para que determinadas doenças, como a malária e a febre amarela, sejam endémicas.
Um longo caminho se percorreu desde que em 1796 foi administrada a primeira vacina. Uma criança de oito anos foi inoculada com material retirado da vesícula de uma doente com varíola. Algumas semanas depois, a criança foi colocada em contacto com o vírus da varíola e não contraiu a doença – estava descoberta a vacina e o seu autor foi Edward Jenner. O mesmo método passou, mais tarde, a utilizar o vírus vaccinia (do mesmo grupo do vírus da varíola), dando origem ao nome que ainda hoje é utilizado – vacina.
Protecção universal
A 9 de Junho, assinala-se o Dia Mundial da Vacinação. Uma oportunidade para lembrar qual o actual esquema de vacinação do PN V:
• N ascimento – BCG (tuberculose) e 1ª dose da VHB (hepatite B);
• 2 meses – 1ª dose da VIP (poliomielite), da DTPa (difteria, tétano e tosse convulsa) e da Hib (doenças causadas pelo haemophilus influenzae tipo b) e 2ª dose da VHB;
• 3 meses – 1ª dose da MenC (meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococo);
• 4 meses – 2ª dose da VIP, da DTPa e da Hib;
• 5 meses – 2ª dose da MenC;
• 6 meses – 3ª dose da VIP, da HTPa, da Hib e da VHB;
• 15 meses – 1ª dose da VASPR (sarampo, paratidite e rubéola) e 3ª dose da MenC;
• 18 meses – 4ª dose da DTPa e da Hib;
• 5-6 anos – 4ª dose da VIP, 5ª dose da DTPa e 2ª dose da VASPR;
• 10-13 – Td (tétano e difteria); 1ª, 2ª e 3ª doses da VHB para os nascidos antes de 1999 e não vacinados;
1ª, 2ª e 3ª doses da HPV (até 2011 está ainda prevista a vacinação das raparigas de 17 anos, iniciando-se em 2009 com as raparigas nascidas em 1992. As jovens que não se vacinem no ano recomendado para si podem, ainda, iniciar o esquema até ao final dos 18 anos de idade, inclusive);

