Gatos: Sem sombra de parasitas - Médicos de Portugal

A carregar...

Gatos: Sem sombra de parasitas

13 Julho, 2009 0

Os gatos são animais asseados por natureza mas nem eles se livram de parasitas: as pulgas são os mais comuns, mas há outros passíveis de os deixar doentes e transmitir doenças aos humanos. O melhor mesmo é desparasitar.

É difícil encontrar um gato sem pulgas, a não ser que esteja absolutamente confinado ao ambiente doméstico. Mas a verdade é que os gatos são animais independentes e muitos deles gostam de dar o seu passeio diário pela vizinhança: e esse é um terreno fértil para contactarem com parasitas e ficarem infestados.

Com risco para a sua própria saúde e a de todos os que com ele convivem em casa.

É que alguns destes parasitas são responsáveis pela transmissão de doenças ao homem: são as zoonoses, que se contraem através do contacto com os resíduos orgânicos do animal parasitado (urina, fezes), com a saliva, a pele ou o pêlo, em consequência de uma mordedura ou arranhadela, ou até por contacto directo com o próprio parasita (uma pulga ou carraça, por exemplo).

 

Pulgas e carraças

De entre os parasitas externos destaca-se a pulga, caracterizada pela sua capacidade de reprodução – por dia uma fêmea pode dar origem a outras 20, sendo que no final da sua vida reprodutora pode ter deposto ovos num volume equivalente a 1.500 vezes o seu próprio volume.

São os excrementos que permitem detectar a presença de pulgas no corpo do gato, embora a sua aparência possa levar a confundi-los com minúsculos grãos de areia negra. Há, porém, um teste fácil que desfaz as dúvidas: recolhem-se alguns e colocam-se num algodão embebido em água oxigenada – os excrementos dissolvem-se, surgindo à sua volta um pequeno halo castanho-avermelhado.

As pulgas são fonte de diversos problemas para a saúde do gato. Um deles é a dermatite alérgica à “saliva”, uma reacção à substância que o parasita injecta no animal para que o sangue não coagule e, com isso, garantir o alimento. Além disso, a picada deixa a pele irritada, fazendo com que o gato se coce.

O risco de infestação para o homem existe por contacto directo com as pulgas, quer no corpo do gato, quer no ambiente – é que estes parasitas podem instalar-se em locais húmidos da casa com ranhuras e frestas para a postura dos ovos.

Dado o risco para o gato e para as pessoas que com ele convivem há que manter as pulgas ao longe. O que passa, antes de mais, por tratar o animal, com recurso a uma das várias substâncias desparasitantes existentes no mercado. Os que têm efeito mais imediato são os pulverizadores, mas as coleiras anti-pulgas são mais duradouras, desde que bem aplicadas. Outra alternativa são os produtos em spoton, resistentes ao banho e cuja eficácia decorre do facto de, por conterem um excipiente oleoso, serem absorvidos pela gordura do animal, assim se dispersando por todo o corpo.

[Continua na página seguinte]

Entre os parasitas externos do gato destacam-se também as carraças. Instalam-se geralmente nas zonas de pele fina, como a face, o pavilhão auricular, as axilas e a região interna das coxas e, após penetrarem na pele do animal com a sua armadura bucal, segregam um excremento que as fixa mais solidamente. É a partir daí que começam a alimentar-se, o que fazem em duas fases – uma de engurgitamento lento e progressivo e outra mais rápida, que dura um a três dias ao longo dos quais crescem bastante.

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.