Gatos: Sem sombra de parasitas
A sua presença num gato pode de imediato dar origem a uma reacção alérgica no local da mordedura – vermelhidão, inchaço e necrose são os sintomas, podendo ser agravados pelo comportamento do próprio animal: é que as arranhadelas e lambeduras favorecem infecções secundárias causadas por bactérias.
O outro risco associado às carraças é o da transmissão de doenças infecciosas, como a babesiose, mais conhecida por febre da carraça. Afectando sobretudo os gatos com menos de dois anos, causa inapetência, letargia, fraqueza e palidez das mucosas, ocorrendo mais raramente febre e icterícia.
Para superar a doença, procede-se a tratamento antiparasitário e a terapêutica específica.
Lombrigas, ténias e outros
Os gatos são também vítimas fáceis dos parasitas internos, nomeadamente das lombrigas e das ténias, com a infestação a ocorrer quase sempre por contacto com fezes contaminadas.
Mas acontece também – em particular no caso das lombrigas – que os animais nasçam já infestados, sendo as larvas transmitidas através da placenta, ou que sejam infectados através do leite materno.
Também designadas vermes redondos, devido à forma, as lombrigas reproduzem-se no intestino, com a fêmea a produzir milhares de ovos que vão evoluindo ao longo de meses. Uma grande quantidade é eliminada pelas fezes, assim se explicando a predominância da via de contágio fecal-oral – basta um gato arrastar a traseira ou tocar com o focinho no solo para poder ser infectado.
Diarreia, vómitos, pêlo sem brilho e queda de pêlo e escasso desenvolvimento são sintomas da ascaridose, a doença causada pelas lombrigas e que se transmite ao homem através do contacto com as larvas.
A ingestão acidental de pulgas é responsável por outra das principais parasitoses internas do gato – a infecção por ténias, os chamados vermes de corpo chato. É que as pulgas são portadoras no seu tracto digestivo da forma larvar deste parasita que causa emagrecimento, diarreia e perda de peso.
O animal infestado apresenta prurido na região anal, arrastando-a pelo chão em busca de alívio. Em volta do ânus ou nas fezes podem ser encontrados pequenos reservatórios de ovos, semelhantes a grãos de arroz. Sem tratamento, o animal pode morrer.
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Desparasitar é preciso
Os parasitas, quer internos, quer externos, constituem uma dupla ameaça – para a saúde do animal e para a saúde do homem. Daí a importância de prevenir as infestações, desparasitando.
Não há um programa único de desparasitação, cabendo ao veterinário definir um esquema em função do animal e dos seus hábitos de vida (se permanece confinado ao ambiente doméstico ou se, pelo contrário, está habituado a sair de casa).
A partir das duas semanas já é possível desparasitar os gatinhos, repetindo duas a três semanas após o primeiro tratamento dado que o produto só costuma actuar em animais adultos.
Depois, é conveniente desparasitar uma vez por mês até aos seis meses.
A partir daí, a cada seis meses.
É importante não descurar o esquema definido pelo veterinário, assim protegendo o animal e todos os que com ele partilham o ambiente. Para que a presença de um gato em casa seja sinal de companhia e divertimento e não fonte de problemas.

