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Febre: Vamos lá ver a temperatura

26 Novembro, 2014 0

A febre é um estado que pode, entre outras coisas, sinalizar uma infecção e, por isso, um termómetro à mão é naturalmente recomendável.

Dificilmente haverá alguém que nunca tenha sentido febre. Sendo uma reacção do organismo, tanto pode resultar de um ambiente sobreaquecido, como pode sinalizar um quadro infeccioso.

De tão comum, convém saber distinguir as situações em que a febre justifica recorrer a uma ajuda profissional ou quando basta a experiência individual para lidar com a subida da temperatura do corpo.

Primeiro, a leitura do termómetro é diferente consoante se trate de um adulto ou de uma criança e do local onde a temperatura é medida. A temperatura corporal varia também entre indivíduos, ainda que o habitual oscile entre os 36ºC e os 37ºC. A variação também envolve a altura do dia, com um máximo normalmente a registar-se pelas cinco da tarde e o mínimo, algures, durante a noite.

Desde o exercício físico, às refeições, sem esquecer as emoções, são múltiplos os factores que influenciam a temperatura do nosso corpo. Tudo somado, quando é que concluímos que há febre? Para lá dos 37,5º C ou dos 38ºC, consoante esteja em causa, respectivamente, a temperatura exterior (medida na axila) ou interior (medida na boca ou no recto).

A temperatura sobe por reacção do centro termo-regulador do cérebro, situado no hipotálamo. Nos recém-nascidos, basta o sobreaquecimento do ambiente ou o excesso de roupas ou cobertores para desencadear este mecanismo de defesa. Nas crianças, a febre tem, frequentemente, uma origem viral, desaparecendo de forma tão súbita como se declarou.

No entanto, a verdade é que a febre não deve ser menosprezada. É conveniente atentar noutros sinais, como o estado de prostração ou a falta de apetite, sobretudo nas crianças. Mas também porque nem sempre é sinónimo de doença grave, há que evitar medicações precipitadas. Reduzir a quantidade de roupa vestida ou de roupa de cama, eliminando fontes de calor, é, muitas vezes, um gesto eficaz, tal como arejar o ambiente ou um banho com água tépida. Porém, se ela se prolongar por mais de três dias, e mesmo que não se declarem outros sintomas, há que procurar um médico.

 

 

Da febre à convulsão

A convulsão febril é uma consequência da febre elevada, particularmente frequente nos primeiros três anos de vida e afecta cerca de cinco por cento das crianças. É mais frequente entre os 18 meses e os três anos, sendo praticamente inexistente após os seis anos de idade.

A criança perde a consciência, apresentando movimentos involuntários e descoordenados, rigidez corporal e podendo ainda “revirar” os olhos. Uma convulsão não dura habitualmente mais de cinco minutos, mas podem ser minutos de pânico para quem assiste e se sente impotente. Na mãodos pais está a possibilidade de minimizar as consequências que uma convulsão tem para a criança, evitando que ela se magoe sem impedir os seus movimentos.

 

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Não deve ser colocado qualquer objecto na boca da criança. Mas é possível prevenir as convulsões, controlando rigorosamente a febre, mantendo o doente com roupas ligeiras e num ambiente pouco aquecido.

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