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Doenças respiratórias: Quando o Inverno bate à porta

27 Novembro, 2014 0

Na época fria do ano está facilitado o aparecimento de infecções respiratórias como a faringite ou a amigdalite , em que um dos primeiros sinais pode ser a clássica dor de garganta. Convém, no entanto, consultar o seu farmacêutico se os sintomas persistirem ou agravarem e evitar a automedicação.

O Inverno continua a ser uma época propícia ao aparecimento de constipações, gripes e outras infecções das vias respiratórias. Tanto as constipações como outras infecções respiratórias, tipicamente relacionadas com o frio, costumam surgir por surtos. E cada uma com as suas características. Há as infecções do tracto respiratório superior (nariz, seios perinasais, faringe, laringe) e das vias respiratórias inferiores (brônquios e pulmões).

O aparecimento das infecções respiratórias, como rinossinusite, amigdalite, faringite, laringite, traqueíte, bronquite e pneumonia, pode resultar de vários factores: variações de temperatura típicas do Inverno, diminuição das defesas do sistema imunitário do organismo, bem como da proximidade entre as pessoas, facilitando o contágio.

A gripe é uma das infecções respiratórias mais frequentes no Inverno que apresenta diversas manifestações, tais como, dores de garganta, tosse seca, congestão nasal ocasional, febre alta, dores musculares e mal-estar geral. Acontece que, por vezes, as pessoas confundem os estados gripais com as constipações ou com as infecções bacterianas como a amigdalite.

Vias respiratórias livres de infecção

É possível prevenir as infecções respiratórias, saiba como:

> No Inverno, a tendência será manter as casas fechadas e demasiado aquecidas, o que facilita a menor resistência da mucosa respiratória às infecções. Assim, deve-se arejar bem as habitações e evitar os ambientes muito quentes;

> A vacina da gripe é uma medida preventiva importante, especial nos idosos e doentes crónicos (diabéticos, cardíacos, etc.);

> Há que combater o sedentarismo junto dos idosos. Isto porque contribui para a acumulação das secreções, facilitando o aparecimento das infecções. É preciso não esquecer que são pessoas polimedicadas e que vivem em ambientes mais aquecidos, devido à maior sensibilidade ao frio, pelo que os cuidados devem ser redobrados;

> Como a proximidade entre as pessoas facilita estas infecções, é habitual haver contágio nos infantários, por isso uma das medidas será manter as crianças em casa até se curarem.

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Para se tratar comece por hidratar

As soluções terapêuticas variam consoante a situação. As infecções respiratórias são, na sua maioria, virais, por isso não se tratam com antibióticos. O seu tempo de vida é relativamente limitado – entre três a cinco dias -, pelo que a cura depende principalmente da resposta imunitária do indivíduo e do próprio ciclo de vida do agente infectante.

Medidas simples, como a hidratação e o repouso, são os primeiros passos para o tratamento. Os sintomas das infecções respiratórias ligeiras podem ser aliviados com antipiréticos (medicamentos para controlar a febre), antiinflamatórios, descongestionantes nasais e fluidificantes das secreções.

A consistência das secreções pode tornar-se mais fluida com a utilização de expectorantes, facilitando a sua eliminação. Para o alívio da congestão nasal também pode ser necessário um descongestionante . Contudo, para garantir a escolha do mais adequado, deve-se sempre privilegiar o aconselhamento farmacêutico.

Todavia, a utilização de qualquer fármaco deve ser feita após aconselhamento de um profissional de saúde. Por exemplo, a automedicação com antibióticos nunca deve ser realizada, visto serem medicamentos que apenas podem ser utilizados mediante a recomendação médica, consoante a avaliação de cada situação.

Cadeia de contágio

As vias respiratórias são a porta de entrada de microorganismos como os vírus e bactérias no organismo.

Assim, uma vez instalada a infecção, é fácil contaminar outros com a socialização. Falar, respirar, espirrar e tossir provoca a projecção de partículas de secreções infectadas, contribuindo para uma cadeia de contágio.

Ao chegar à mucosa respiratória, ao nariz e à garganta, o microrganismo tende a penetrar nas células e, dessa forma, originar uma primeira infecção.

Dependendo do agente invasor, pode surgir um edema na mucosa respiratória e aumentar a produção de muco, sendo algumas manifestações o “pingo no nariz”, os espirros e a obstrução nasal. Noutros casos, em especial nas amigdalites e faringites, podem aparecer pontos esbranquiçados de pus.

No decorrer de uma faringite está ainda diminuído o arejamento do ouvido. Isto porque a trompa de Eustáquio fica obstruída, impedindo a ventilação dos ouvidos e permitindo a ascensão de secreções contaminadas para o ouvido médio. Desta forma, está facilitado o aparecimento das otites, em especial nas crianças.

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