Fármaco inovador para a epilepsia permite maior controlo da doença
“A epilepsia, como qualquer outra doença crónica, afecta a qualidade de vida do doente, sobretudo devido à imprevisibilidade das crises e ao estigma associado à doença. As pessoas com epilepsia não têm limitações no seu dia-a-dia desde que cumpram os padrões normais de sono, alimentação e a medicação. No entanto, as consequências psicológicas, sociais e ocupacionais da doença tendem a permanecer”, diz Lopes Lima.
O Professor Lopes Lima reforça ainda que “para suprimir o problema das crises não controladas, são lançados novos medicamentos como é o caso da substância activa Zonisamida. Indicada como tratamento de doentes com crises epilépticas parciais, este fármaco deve ser adicionado à terapêutica pré-existente”.
Por outro lado, Lopes Lima informa que “os primeiros medicamentos para a epilepsia tinham vários efeitos secundários e que os fármacos lançados actualmente são mais benéficos, interferindo menos com as outras terapêuticas, como é o caso desta substância”.
A epilepsia é uma doença física, que causa alterações súbitas e recorrentes na actividade eléctrica normal do cérebro. Numa crise epiléptica, as células do cérebro “disparam” a um ritmo que pode chegar a ser quatro vezes maior que o normal, levando a alterações do movimento, pensamento, sensações e comportamento da pessoa.
Esta é uma doença crónica e cerca de 80% dos doentes têm crises recorrentes, mas a frequência das crises pode ser controlada através da medicação. Nos restantes casos ocorre a denominada “epilepsia intratável medicamente”, que apenas pode ser tratada através do recurso à cirurgia, com boas taxas de sucesso.
Existem várias causas para a epilepsia. As causas mais frequentes são os traumatismos cranianos, problemas cardiovasculares, doenças infecciosas ou tumores.
A Eisai, cujo compromisso é oferecer soluções inovadoras na prevenção, cura e tratamento de doenças desenvolveu a Zonisamida para o tratamento das pessoas com epilepsia, com crises epilépticas parciais.
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