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Estudo revela vacina 100% eficaz em mulheres já expostas ao Papilomavirus Humano

3 Maio, 2007 0

Lisboa, 3 de Maio de 2006 – Segundo os mais recentes resultados de um estudo científico, não foram detectados quaisquer casos de lesões no colo do útero ou nas zonas genitais externas relacionadas com quatro tipos (6, 11, 16 e 18) de Papilomavírus Humano depois de 5 anos de administração da vacina quadrivalente contra o papilomavirus humano.

Estes são resultados preliminares do processo de avaliação da eficácia da vacina para o Papilomavírus Humano, que foram apresentados recentemente no Congresso Europeu sobre Infecções Genitais e Neoplasias (EUROGIN), em Paris. Estes dados são parte de uma nova análise da fase II dos ensaios clínicos. Os primeiros resultados desta fase foram publicados na revista Lancet Oncology em 2005.

Segundo a Dra. Luísa Villa, chefe do Departamento de Virologia do Instituto Ludwig de São Paulo e investigadora do estudo, “Nós estamos muito satisfeitos com os novos resultados porque eles fornecem mais informações sobre a administração da vacina quadrivalente contra o papilomavirus humano em raparigas adolescentes e jovens mulheres. Este é mais um significativo passo no combate ao cancro do colo do útero”.

O cancro do colo do útero é a segunda causa de morte mais comum de cancro (depois do cancro da mama) entre mulheres jovens (15-44 anos), na Europa. Aproximadamente 33 500 mulheres são diagnosticadas com este cancro e 15 000 acabam por morrer desta doença só na Europa cada ano. Isto é o equivalente a 40 mulheres morrerem de cancro do colo do útero todos os dias na Europa. Em Portugal todos os anos 200 mulheres são vítimas deste carcinoma.

O cancro do colo do útero é causado pelo Papilomavírus Humano. A ligação entre a infecção do Papilomavírus Humano e o cancro do colo do útero é mais forte do que a relação entre fumar e o cancro do pulmão. No total, uma estimativa de 70% das pessoas sexualmente activas podem estar expostas ao Papilomavírus numa certa altura da sua vida, sendo assim muito comuns as infecções genitais por este tipo de vírus que é muito infeccioso.

Em geral, o vírus pode desaparecer por si ou não exibir quaisquer sintomas. No entanto, num determinado número de casos, pode causar lesões cervicais de baixo grau e lesões genitais externas (incluindo verrugas vaginais). Em alguns casos, as lesões cervicais podem progredir para lesões cervicais de alto grau ou pré-cancerígenas o que pode, em caso último, originar um cancro no colo do útero.

Uma outra análise das fases II e III demonstrou uma grande eficácia da vacina quadrivalente contra o papilomavirus humano em mulheres que foram previamente expostas a um ou mais tipos de vírus da vacina. Nestas mulheres, a vacina preveniu a 100% os precursores do cancro do colo do útero devido a esses tipos de vírus da vacina a que as mulheres não foram ainda expostas. A vacina foi também bastante eficaz na prevenção de lesões genitais externas causadas pelos tipos 6, 11, 16 e 18 do Papilomavírus Humano.

De acordo com Darron Ferris, Director do Serviço de Ginecologia do Centro de Prevenção de Cancro da Geórgia (EUA) e investigador da fase III, “Os resultados demonstraram uma robusta eficácia da vacina quadrivalente contra o papilomavirus humano na prevenção da neoplasia do colo do útero e de outros tipos de Papilomavírus Humano relacionado com doenças genitais na zona inferior. Em muitos casos as mulheres não sabem se já foram expostas ou não ao vírus. Baseado nos nossos resultados, as mulheres já expostas podem também beneficiar da vacina”, rematou o mesmo.

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