Estudo publicado no the journal of clinical oncology revela que a administração de neulasta no primeiro ciclo de quimioterapia reduz significativamente a incidência de neutropenia febril e hospitalização
Lisboa 9 de Março de 2005 – Estudo publicado no The Journal of Clinical Oncology no passado dia 20 de Fevereiro comprova a eficácia do Neulasta (pegfilgrastim) na redução em mais de noventa por cento da incidência da neutropenia febril induzida pela quimioterapia. O nível baixo de glóbulos brancos com febre, consequência do tratamento do cancro, está associado ao risco de infecção por deficiências no sistema imunitário.
A neutropenia febril é o indício mais comum de infecção nos doentes tratados com quimioterapia. A infecção nestes casos, pode ser perigosa e representar uma séria ameaça para a vida, pois a quimioterapia compromete a capacidade do organismo de combater as infecções.
O estudo demonstra que a administração do Neulasta no início do primeiro ciclo de tratamento e durante os ciclos subsequentes de quimioterapia evita complicações, melhora a qualidade de vida do doente (QoL) e, consequentemente, diminui a necessidade de hospitalizações.
“Neste estudo, a administração de Neulasta 24 horas após a quimioterapia, reduz profundamente a taxa de neutropenia febril de 17 para 1 por cento,” refere Charles Voguel, investigador da Cancer Research Network. “A elevada frequência de neutropenia febril durante o primeiro ciclo de tratamento enfatiza a necessidade de administrar Neulasta desde o primeiro ciclo de quimioterapia a fim de reduzir significativamente o risco de infecção do doente”, acrescenta.
Trata-se de um estudo aleatório, com dupla ocultação e controlo de placebo, que abrange 928 doentes com cancro da mama. Os resultados mostram que a administração de Neulasta no primeiro e subsequentes ciclos de tratamento com quimioterapia reduz em 94 por cento a incidência de neutropenia febril, em 93 por cento a necessidade de internamentos hospitalares e 80 por cento de redução de utilização de antibióticos intravenosos em pacientes com um risco moderado de desenvolvimento de neutropenia.
Um por cento dos pacientes tratados com Neulasta (6/463) desenvolveram neutropenia comparativamente com os 17 por cento que receberam placebo (78/465). Neulasta está, também, associado a uma redução significativa da incidência da necessidade de hospitalização, 1 por cento (6/463) do grupo com pegfilgrastim requereu hospitalização, enquanto que 14 por cento dos pacientes com placebo necessitaram de internamento por complicações relacionadas com a neutropenia febril (64/465). Dois por cento dos pacientes com Neulasta (7/463) necessitaram de tratamento com antibióticos intravenosos, face aos 10 por cento da amostra do grupo com placebo (48/465). A incidência de neutropenia febril ocorreu na maioria dos casos em doentes com placebo (65 %). Não se registaram mortes no grupo tratado com Neulasta, comparativamente com os dois casos ocorridos no grupo com placebo.
Os doentes com cancro da mama receberam 100 mg/m2 de docetaxel de três em três semanas para aumentar nos quatro ciclos de tratamento. Aleatoriamente, foi administrado 6 mg de Neulasta (n=463) ou placebo (n=465) uma única vez por ciclo depois da administração do docetaxel. O docetaxel está associado a uma média de 10 a 20 por cento de neutropenia febril, na ausência de apoio de factores de crescimento (estimuladores hematopoéticos). A neutropenia define-se por febre, de valor maior ou igual a 38.2º C e um número absoluto de neutrófilos (ANC) inferior a 0.5 x 109 /L no próprio dia ou após a ocorrência da febre.
O estudo comprova que o Neulasta é bem tolerado neste tipo de circunstâncias. Observou-se nos dois grupos (Neulasta e placebo) a frequência de dor na coluna vertebral, em 31 e 27 por cento respectivamente.
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