«UM DIA PELA VIDA» Porque o Cancro Existe...e Pode Ser Vencido - Médicos de Portugal

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«UM DIA PELA VIDA» Porque o Cancro Existe…e Pode Ser Vencido

1 Maio, 2005 0

Num sábado de Inverno, onde o sol sorria, a vila de Coruche abraçou uma das causas mais nobres. A da vida. A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) organizou o evento «Um Dia Pela Vida», promovido pela American Cancer Society e inserido num programa internacional patrocinado pela Sanofi-Aventis.

Lembrar que o cancro existe e que é possível vencê-lo. Só em Portugal, uma em cada dez mulheres vão ter cancro da mama, sendo diagnosticados, por ano, cerca de 3500 novos casos. São praticamente dez novos casos todos os dias.
Milhares de pessoas acolheram ao chamamento de uma iniciativa que demorou mais de cinco meses a organizar, envolvendo cerca de mil pessoas.

Uma enorme tenda branca foi montada e no seu interior podíamos encontrar várias bancas e quiosques de comes e bebes, peças de artesanato, rifas e sorteios. O palco, com um pequeno conjunto de cadeiras à sua frente, serviu de montra para muitos dos artistas, mais ou menos conhecidos, locais, regionais e nacionais que por ali passaram a darem o seu contributo. Ranchos folclóricos e tunas académicas, Simone de Oliveira, Wanda Stuart, Manuela Maria ou José Cid, entre muitos outros.

Num dos extremos da tenda, foi montada uma pista onde várias equipas caminharam à volta da mesma, simbolizando o facto de que a luta contra o cancro é um processo constante.

No interior e exterior da tenda, ao longo do dia 5 de Março, milhares de pessoas foram dando o colorido a este evento, garantindo que se tinha tornado num verdadeiro sucesso.

A própria organização não estava à espera de tamanha reacção por parte da população em geral, conforme nos confidencia a Dr.ª Ana Maria Cavaleiro, coordenadora nacional da LPCC, também ela um exemplo de vida, pois é um caso de sucesso ao vencer não um, mas dois cancros.

«Excedeu completamente as melhores expectativas e as expectativas dos Estados Unidos. A primeira vez que se realizou este evento nos Estados Unidos não chegou a metade do que aconteceu aqui. Esperamos poder repetir e a todos os que queiram fazer algo deste género nós, enquanto Liga, estamos dispostos a apoiar».

Manuela Rilvas, presidente da LPCC, encarou o sucesso deste evento como «uma semente extremamente forte, à qual se vão seguir várias outras ainda este ano. Mas a grande mensagem que queremos passar é prevenção, prevenção e prevenção. Permitam o diagnóstico precoce, que é ele que vai aumentar o número de sobreviventes».

Neste âmbito, referindo-se ao cancro da mama, o conselho do Dr. José Bivar Weinholtz, médico do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, é de que «a mulher deve habituar-se a examinar, periodicamente, as suas mamas desde a puberdade. Depois dos 40 anos, deve efectuar uma mamografia de dois em dois anos».

Acima de tudo, é preciso saber que o cancro existe, que afecta pessoas, mas que pode ser vencido.

Histórias de coragem

Samuel Salvador, 26 anos, cancro
na medula
«Ao princípio, não queremos acreditar que temos cancro. Depois, pouco a pouco, começamos a apercebermo-nos e vamos buscar forças não sei onde para lutarmos. É que hoje em dia o cancro não escolhe idade, não escolhe sexo… aparece e pronto. Agora temos é de lutar e ter coragem para ultrapassar o problema.»

Cristina Mafalda Tavares, 39 anos, cancro da mama
«Depois de vários exames, verificou-se que o nódulo era maligno e que tinha de tirar o peito. É uma situação terrível de se encarar. Depois vem a violência da quimioterapia. Uma mulher de trinta e poucos anos, de repente, ficar sem cabelo… Mas há que ver a coisa de uma forma positiva. Se fossem os dentes que caíssem não voltavam a nascer. Um dos primeiros passos é não nos revoltarmos e ir à luta. Quem passar por uma situação destas deve aceitar, lutar, conviver, divertir-se e conseguirá ultrapassar.»

Ana Cristina Custódio Filipe,
57 anos, cancro do cólon
«Quando ouvimos a notícia, na altura, quase nos apetece morrer. É um balde de água fria. Mas depois temos de ganhar coragem, dar cabo dele e sobreviver, senão é ele que dá cabo de nós. A minha filha mais velha não reagiu muito bem à minha situação e teve um esgotamento. Quando as pessoas ouvem uma notícia destas têm de ter muita coragem.»

Maria de Lurdes Nogueira Ferreira,
55 anos, cancro da mama
«Sempre achei que ia ficar boa. Mas, mesmo assim, é uma situação bastante complicada. É preciso fazer de tudo para superar. Temos de seguir os tratamentos todos que o médico mandar, inclusive se for preciso fazer quimioterapia. O cabelo nasce outra vez. É preciso acreditar que somos capazes de o vencer.»

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