Equipa da AMI parte dia 21 para o Zimbabué - Médicos de Portugal

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Equipa da AMI parte dia 21 para o Zimbabué

18 Fevereiro, 2009 0

Uma equipa da AMI, composta por um médico e dois enfermeiros, parte sábado, 21 de Fevereiro para o Zimbabué, onde vai implementar durante três meses uma Missão de Urgência para apoio à situação crítica da saúde. Para implementar o projecto no terreno, viaja também para este país africano um elemento do Departamento Internacional da AMI.

A equipa vai sediar-se Gokwe, a 300 km de Harare, zona escolhida em conjunto com a Igreja Católica, parceira local da AMI neste projecto, após as duas missões exploratórias que a AMI levou recentemente a cabo no Zimbabué.
Nessas duas ocasiões, a AMI constatou os efeitos do surto de cólera que se arrasta desde Agosto 2008 e que provocou mais de 3600 mortes (estima-se que esta epidemia já afectou mais de 75.000 pessoas) mas também a grande amplitude do impacto da malnutrição, malária e de VIH/Sida, também elas, situações que potenciam o agravamento de situações de cólera.

De salientar que dos cerca de 14 milhões de habitantes do Zimbabué, cerca de um terço são alimentado pelo Programa Alimentar Mundial e que com esta crise, aproximadamente três milhões de zimbabueanos emigraram para a África do Sul, Botswana, Zâmbia e Moçambique.

Por outro lado, a estrutura pública de saúde não apresenta, de momento, capacidade para fazer face a este problema, com a degradação das condições de trabalho dos profissionais de saúde, problemas graves de rupturas de stock de medicamentos, falta de água e electricidade e falhas ou ausência de sistemas de comunicações e de transporte. Uma situação particularmente grave em algumas regiões mais isoladas do país.

A AMI estabeleceu por isso como principal objectivo para esta Missão, reverter o actual cenário de cólera, malnutrição e complicações de HIV-SIDA junto da população alvo, através de assistência médica e medicamentosa (tendo para o efeito, sido enviados medicamentos, no valor de 20 mil euros) e de acções de educação e formação para a saúde. Estas Iniciativas serão complementadas com assistência alimentar, através da distribuição de 200 sacos de 25 kg por mês aos órfãos de SIDA

Igualmente prioritária é garantir a criação de condições para a estabilização do estado de saúde desta mesma população. A equipa da AMI vai nesse sentido, proceder à distribuição de sementes e incentivar o cultivo em hortas comunitárias, e realizar formações e acções de sensibilização na área da prevenção da cólera e HIV-SIDA.

Esta missão tem um custo total de 102.209 euros, dos quais 50.000 euros são financiados pelo IPAD. Para conseguir fazer face ao restante, a AMI alocará cerca de 14.500 euros provenientes do Fundo Contra a Indiferença, constituído pelo apoio de empresas e entidades, e desenvolverá uma Campanha de Emergência para sensibilizar a opinião pública a dar o seu contributo.

A equipa vai sediar-se Gokwe, a 300 km de Harare, zona escolhida em conjunto com a Igreja Católica, parceira local da AMI neste projecto, após as duas missões exploratórias que a AMI levou recentemente a cabo no Zimbabué.

Nessas duas ocasiões, a AMI constatou os efeitos do surto de cólera que se arrasta desde Agosto 2008 e que provocou mais de 3600 mortes (estima-se que esta epidemia já afectou mais de 75.000 pessoas) mas também a grande amplitude do impacto da malnutrição, malária e de VIH/Sida, também elas, situações que potenciam o agravamento de situações de cólera.

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