Equipa da AMI parte dia 21 para o Zimbabué
De salientar que dos cerca de 14 milhões de habitantes do Zimbabué, cerca de um terço são alimentado pelo Programa Alimentar Mundial e que com esta crise, aproximadamente três milhões de zimbabueanos emigraram para a África do Sul, Botswana, Zâmbia e Moçambique.
Por outro lado, a estrutura pública de saúde não apresenta, de momento, capacidade para fazer face a este problema, com a degradação das condições de trabalho dos profissionais de saúde, problemas graves de rupturas de stock de medicamentos, falta de água e electricidade e falhas ou ausência de sistemas de comunicações e de transporte. Uma situação particularmente grave em algumas regiões mais isoladas do país.
A AMI estabeleceu por isso como principal objectivo para esta Missão, reverter o actual cenário de cólera, malnutrição e complicações de HIV-SIDA junto da população alvo, através de assistência médica e medicamentosa (tendo para o efeito, sido enviados medicamentos, no valor de 20 mil euros) e de acções de educação e formação para a saúde. Estas Iniciativas serão complementadas com assistência alimentar, através da distribuição de 200 sacos de 25 kg por mês aos órfãos de SIDA
Igualmente prioritária é garantir a criação de condições para a estabilização do estado de saúde desta mesma população. A equipa da AMI vai nesse sentido, proceder à distribuição de sementes e incentivar o cultivo em hortas comunitárias, e realizar formações e acções de sensibilização na área da prevenção da cólera e HIV-SIDA.
Esta missão tem um custo total de 102.209 euros, dos quais 50.000 euros são financiados pelo IPAD. Para conseguir fazer face ao restante, a AMI alocará cerca de 14.500 euros provenientes do Fundo Contra a Indiferença, constituído pelo apoio de empresas e entidades, e desenvolverá uma Campanha de Emergência para sensibilizar a opinião pública a dar o seu contributo.
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