Dossier: Ejaculação prematura
Além do impacto causado no homem, a EP tem também frequentemente um efeito negativo sobre a parceira, bem como sobre a globalidade do relacionamento sexual do casal [7]. As parceiras são afectadas pela qualidade do desempenho sexual do seu parceiro, sentindo-se igualmente perturbadas dado que esta situação leva frequentemente a uma interrupção rápida e indesejada da intimidade [8].
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Como é diagnosticada a EP?
Para assegurar um tratamento adequado é importante reconhecer que a EP é uma condição diferente da DE [9]. A DE é caracterizada pela incapacidade em atingir ou manter uma erecção e afecta tendencialmente os homens mais velhos [10]. Existe a possibilidade de um homem ser afectado simultaneamente pela EP e pela DE.
A EP continua a ser uma condição sub-diagnosticada e sub-tratada, [11] e muitos homens não procuram tratamento médico. Os estudos demonstram que são várias as razões que levam os homens a não procurar tratamento, incluindo a vergonha e o estigma, a falta de consciencialização da predominância da EP ou porque se sentem relutantes em discutir questões de teor sexual com os médicos [9, 11]. Esta situação é exacerbada pela dificuldade que muitos médicos sentem em iniciar uma discussão sobre a saúde sexual com os seus doentes [9, 11].
A EP pode ser diagnosticada como resultado de uma queixa directa por parte do homem ou da sua parceira, ou pode ser identificada quando o homem e a sua parceira relatam as dificuldades na sua relação. Os homens com sintomas de EP devem efectuar um exame clínico completo para avaliar os factores de risco associados à disfunção sexual, particularmente disfunção endócrina, doença cardiovascular ou sintomas associados a patologia próstática [6].
Tratamentos actuais para a Ejaculação Prematura
Um dos principais objectivos das terapêuticas da EP deve ser a melhoria do controlo sobre a ejaculação. A melhoria do controlo pode, por sua vez, melhorar a satisfação sexual do homem e da parceira e/ou reduzir o sentimento de sofrimento pessoal ou as dificuldades interpessoais causadas pelo tempo até à ejaculação.
Os tratamentos disponíveis actualmente para a EP incluem terapêutica comportamental, tratamentos tópicos, preservativos e alguns medicamentos. O tratamento para a EP mais comum é provavelmente a utilização de técnicas comportamentais, que consistem em exercícios práticos concebidos para ensinar o doente a controlar a ejaculação, com base na noção de que as respostas à excitação sexual, bem como o reflexo ejaculatório podem ser modificados [6, 12]. No entanto, existem evidências limitadas sobre a eficácia a longo prazo destas abordagens comportamentais [12]. Adicionalmente, são também utilizados cremes ou sprays tópicos que apresentam um efeito anestésico e que são eficazes em alguns homens. No entanto, estes fármacos reduzem a sensibilidade e podem diminuir a satisfação da experiência sexual.
Estão a ser investigadas actualmente algumas opções terapêuticas novas, tanto orais como tópicas, que podem vir a oferecer alternativas para os homens com EP [6, 13]. A Janssen-Cilag desenvolveu o primeiro medicamento para administração por via oral, sujeito a receita médica, aprovado para o tratamento da EP [14].

