Doentes que transitaram do tratamento com atorvastatina para simvastatina, viram aumentar significativamente em 30% o risco relativo de um evento cardiovascular ou morte, segundo um novo estudo observacional - Médicos de Portugal

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Doentes que transitaram do tratamento com atorvastatina para simvastatina, viram aumentar significativamente em 30% o risco relativo de um evento cardiovascular ou morte, segundo um novo estudo observacional

6 Setembro, 2007 0

Um estudo observacional realizado no Reino Unido com recurso a uma vasta base de dados de cuidados primários, demonstra que os doentes que transitaram do tratamento com Atorvastatina para o tratamento com Simvastatina, evidenciaram um aumento de 30% no risco relativo de um evento cardiovascular major, incluindo Enfarte do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e determinados tipos de cirurgias cardíacas, ou morte, quando em comparação com os doentes que permaneceram em tratamento com Atorvastatina.

Esta análise foi apresentada hoje no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, estando também prevista a sua publicação no The British Journal of Cardiology.

Os resultados baseiam-se numa análise de dados de registos compreendidos entre Outubro de 1997 e Junho de 2005 e, foram obtidos através de uma análise retrospectiva a uma base de dados clínicos, anónima, cujo registo de doentes é feito por médicos de família do Reino Unido. Esta base tem a designação de The Health Improvement Network (THIN).

Esta análise incluiu 11.520 doentes (2.511 doentes que tomaram Atorvastatina durante seis ou mais meses transitando de seguida para tratamento com Simvastatina, versus 9.009 doentes que tomaram Atorvastatina durante pelo menos seis meses, tendo permanecido em tratamento com Atorvastatina. As razões apresentadas para a mudança de tratamento não estão disponíveis na base de dados.

Uma vez que os doentes não foram distribuídos aleatoriamente pelos dois grupos, foram feitos ajustes estatísticos de forma a eliminar possíveis incoerências. Como em todos os estudos observacionais, os resultados devem ser interpretados como geradores de hipóteses.

“Actualmente, muitos prestadores de cuidados de saúde, incluindo os governos e as seguradoras privadas, encorajam os doentes que estão bem controlados com uma determinada terapêutica, a transitar para uma terapêutica com uma estatina diferente” afirmou o Dr. Michael Berelowitz, vice-presidente sénior da Divisão Médica da Pfizer. “Este estudo questiona estes procedimentos. Ele sugere piores resultados ao nível da prevenção cardiovascular, em doentes que transitaram do tratamento com Atorvastatina para o tratamento com Simvastatina.”

Uma análise secundária dos mesmos dados, evidencia que os doentes que transitaram do tratamento com Atorvastatina para Simvastatina, apresentam mais do dobro do risco de descontinuação da terapêutica, comparativamente com os doentes que permaneceram em tratamento com Atorvastatina (20.5% versus 7.62%, p<0.001).Os motivos para esta descontinuação, não estão disponíveis na base de dados, embora a interrupção no tratamento tenha sido associada com fraca aderência em estudos prévios com estatinas e outras medicações.“Os resultados desta análise complementam a larga evidência expressa nos resultados dos inúmeros estudos que comprovaram os benefícios cardiovasculares da Atorvastatina,” afirmou o Dr. Berelowitz.“Os estudos observacionais ajudam a comunidade médica a analisar melhor o que realmente acontece nos consultórios médicos, sendo frequentemente utilizados pelos prestadores de cuidados de saúde para o estabelecimento de Recomendações para a Prática Clínica.Esta análise evidencia a necessidade de considerar cuidadosamente as circunstâncias individuais de cada doente e o risco cardiovascular, uma vez que a alteração dos tratamentos instituídos pode ter consequências muito negativas em alguns doentes.”NULLNULLNULLNULLNULL

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