Doenças respiratórias no Inverno: quais são, porque ocorrem e como evitá-las
No Inverno as doenças respiratórias são mais frequentes devido aos seguintes factores: Alterações dos mecanismos de defesa e Condições ambientais.
Alterações dos mecanismos de defesa
O ar frio, ao atingir o nariz, leva a uma congestão dos capilares (obstrução) e a um aumento da produção de muco (corrimento), o qual, a temperaturas baixas se torna mais espesso, dificultando a clearence de partículas, vírus e bactérias.
Se a congestão nasal se acentuar há tendência para respirar pela boca e ar seco (aquecimentos), irritantes químicos e fumo de tabaco chegam directamente aos brônquios, alterando a composição do muco, diminuindo a eficiência do tapete mucociliar e facilitando a deposição de partículas e agentes infecciosos.
Condições ambientais
Há maior concentração de pessoas no interior, mantendo as janelas fechadas, em ambientes aquecidos, muitas vezes com escassa renovação de ar e com climatização incorrecta (ar seco).
É assim fácil a presença de grandes concentrações de agentes infecciosos e a inalação dum ar mais agressivo para o aparelho respiratório. Este risco está aumentado se, por prévia exposição ao frio, houver obstrução nasal e alteração dos mecanismos de defesa.
Assim o Inverno é uma estação especialmente propícia às infecções respiratórias quer das vias aéreas superiores, quer do pulmão e dos brônquios. Acresce que a propagação destas infecções se faz por via aérea, facilitando a eclosão de epidemias como as da gripe (causada pelos vírus influenza), ou as das constipações (causadas pelos vírus sincial respiratório, adenovírus ou rinovírus).
As constipações são infecções benignas (três a cinco dias), mas podem constituir a porta de entrada de infecções bacterianas, quer das vias aéreas superiores (sinusites), quer da árvore brônquica (bronquites agudas).
A gripe origina epidemias sazonais que podem atingir, em poucas semanas, cinco a dez da população, com enorme sobrecarga nos serviços de saúde.
A doença dura cinco a sete dias, com febre, mialgias, prostração, cefaleias e tosse irritativa. Em grupos de risco pode ser porta de entrada para infecções bacterianas, além da própria doença poder ter uma evolução menos favorável. Nesses grupos é responsável pelo aumento do número de óbitos e impõe-se a vacinação preventiva.
As pneumonias, que atingem cem mil portugueses por ano, são mais frequentes no Inverno e particularmente graves em doentes idosos, debilitados ou sofrendo de doenças crónicas. Nestes grupos está aconselhada a vacinação antipneumocócica.
Na doença pulmonar obstrutiva crónica, a frequência das infecções virais e bacterianas no Inverno condiciona agudizações da doença, agravando a evolução.
São frequentes as exacerbações da asma, quer porque a inalação de ar frio condiciona libertação de histamina, quer porque no ambiente podem existir estímulos alergénicos (bolores).
Prevenção
Prevenção da gripe (vacina nos grupos de risco) e das infecções bacterianas.
Evitar a exposição ao frio e variações bruscas de temperatura.
Proteger a boca da entrada de ar frio, particularmente no exercício.
Evitar ambientes sobrepovoados, mal ventilados, com ar seco.
Utilizar lenços de papel descartáveis e lavar frequentemente as mãos.
Alterações dos mecanismos de defesa
O ar frio, ao atingir o nariz, leva a uma congestão dos capilares (obstrução) e a um aumento da produção de muco (corrimento), o qual, a temperaturas baixas se torna mais espesso, dificultando a clearence de partículas, vírus e bactérias.
Se a congestão nasal se acentuar há tendência para respirar pela boca e ar seco (aquecimentos), irritantes químicos e fumo de tabaco chegam directamente aos brônquios, alterando a composição do muco, diminuindo a eficiência do tapete mucociliar e facilitando a deposição de partículas e agentes infecciosos.
Condições ambientais
Há maior concentração de pessoas no interior, mantendo as janelas fechadas, em ambientes aquecidos, muitas vezes com escassa renovação de ar e com climatização incorrecta (ar seco).
É assim fácil a presença de grandes concentrações de agentes infecciosos e a inalação dum ar mais agressivo para o aparelho respiratório. Este risco está aumentado se, por prévia exposição ao frio, houver obstrução nasal e alteração dos mecanismos de defesa.
Assim o Inverno é uma estação especialmente propícia às infecções respiratórias quer das vias aéreas superiores, quer do pulmão e dos brônquios. Acresce que a propagação destas infecções se faz por via aérea, facilitando a eclosão de epidemias como as da gripe (causada pelos vírus influenza), ou as das constipações (causadas pelos vírus sincial respiratório, adenovírus ou rinovírus).
As constipações são infecções benignas (três a cinco dias), mas podem constituir a porta de entrada de infecções bacterianas, quer das vias aéreas superiores (sinusites), quer da árvore brônquica (bronquites agudas).
A gripe origina epidemias sazonais que podem atingir, em poucas semanas, cinco a dez da população, com enorme sobrecarga nos serviços de saúde.
A doença dura cinco a sete dias, com febre, mialgias, prostração, cefaleias e tosse irritativa. Em grupos de risco pode ser porta de entrada para infecções bacterianas, além da própria doença poder ter uma evolução menos favorável. Nesses grupos é responsável pelo aumento do número de óbitos e impõe-se a vacinação preventiva.
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