Diabetes Tipo 1
Tratamento:
Na DM1 é absolutamente necessário o tratamento com insulina (não se esqueça que o pâncreas deixou de produzir insulina).
Mas o tratamento implica cuidados com a alimentação e com a actividade física regular e com o auto-controlo (vigilância dos valores da glicose no sangue capilar celiado por picada dos dedos).
A administração de insulina pode ser feita através das bombas infusoras; a prescrição das bombas infusoras não é generalizada sendo sobretudo aconselhada em diabéticos com fenómenos repetidos de hipoglicemia ou em grávidas diabéticas. O transplante de pâncreas e o transplante de ilhéus pancreáticos estão a ser realizados em casos pontuais sendo consideradas ainda terapêuticas experimentais.
Cuidados a ter:
Hipoglicemia (baixas de açúcar no sangue) deve ser tratada com rigor imediato; o doente deve ter à mão um kit de glucagen lipokit para tratar as hipoglicemias acompanhadas de perda de consciência. As formas mais leves e diagnosticadas precocemente devem ser tratadas com açúcar por via oral.
Cuidados a ter durante a vida:
Não se deve esquecer que se trata de uma doença crónica que obriga a múltiplos cuidados para evitar complicações agudas e tardias se o controlo da diabetes não for feito adequadamente.
O auto-controlo glicémico é fundamental (glicemia capilar). Os testes de glicemia devem ser feitos antes das refeições, ao deitar e 1 a 2 h após as refeições (com regularidade), o que serve para ajustar o esquema de insulina; A A1c deve ser realizada de 3 em 3 meses; O doente deve fazer o teste da acetona na urina sempre que tiver sintomas de constipação ou gripe, ou outras doença intercorrente; se tiver vómitos ou enjoos e dor abdominal; se tiver poliúria.
Deve ver se tem cetonúria, em caso de acentuadas variações da glicemia; Fazer o teste de microalbuminúria 1 vez por ano; Deve evitar exames radiográficos que impliquem injecção intravenosa; Vigiar e tratar aumentos do colesterol no sangue e hipertensão arterial; Deve vigiar os pés diariamente.
As complicações agudas necessitam de intervenção médica imediata – hipoglicemias, cetoacidose. As complicações tardias podem ser de natureza macrovascular (AVC, enfarte do miocárdio, ou doença arterial periférica).
As complicações microvasculares podem incidir sobre os olhos (retinopatia); nervos (neuropatia ou rim (nefropatia). Também podem ter cataratas e glaucoma. A neuropatia pode contribuir para lesões a nível dos pés (pé diabético).
Outras complicações:
Necrobiose lipoidica e infecções cutâneas.
Prognóstico da doença:
Se o controlo da hiperglicemia, da A1c, das gorduras do sangue, da pressão arterial e do peso for eficaz constitui um contributo importante para prevenir as complicações.
A educação terapêutica, a vigilância e a motivação são factores importantes para evitar as complicações.
Prof. José Luís Medina,
Professor Catedrático da
Faculdade de Medicina da
Universidade do Porto
A maior parte dos diabéticos tipo 1 são jovens mas pode também afectar adultos, especialmente os que têm mais de 25 ou 30 anos. Não têm peso a mais, de uma forma geral e a primeira manifestação pode ser uma situação de ceto-acidose diabética.

