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De volta à satisfação sexual

4 Dezembro, 2006 0

Ansiedade, depressão, baixa auto-estima, falta de confiança. Tudo isto pode ser originado pela disfunção eréctil (DE), uma das mais frequentes disfunções sexuais, que afecta não somente o homem como a sua companheira.

Estima-se que a referida patologia do foro sexual atinja aproximadamente 500 mil portugueses, mas julga-se que apenas 15% se encontram diagnosticados.

Foi, pois, para encorajar todos aqueles que sofrem em silêncio que a «mãe» do sobejamente conhecido comprimido azul decidiu apostar numa dinâmica, atractiva e arrojada campanha de comunicação.

Lançada recentemente, com pompa e circunstância, visou reforçar o compromisso da Pfizer na resolução da DE e sensibilizar para a existência desta patologia, facilitando informação sobre a doença e promovendo o diálogo entre doentes e médicos.

A campanha intitula-se «Estou de Volta», tem o lema «Satisfação Sexual» e chega aos destinatários através de variados meios, tais como televisão, imprensa, postais, cartazes para casas-de-banho e Internet.

Os convidados para a conferência de apresentação tiveram a oportunidade de ouvir algumas considerações acerca da DE dos especialistas Dr.ª Conceição Sousa, directora clínica do Viagra, Prof. Nuno Monteiro Pereira, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA), e Dr. Santinho Martins, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC).

Número de consultas limitado

«As doenças cardiovasculares, a hipertensão, a diabetes e a depressão são patologias associadas à disfunção eréctil», afirmou Conceição Sousa, que salientou a existência de cerca de 500 mil portugueses a sofrer com problemas de erecção.

É no sentido de ajudar os homens a solucionar a DE e, dessa forma, melhorar a qualidade de vida e da relação que os três especialistas têm a unânime opinião que os doentes não podem deixar a «timidez falar mais alto».

«Há quatro anos, apenas 3% dos homens recorriam a um especialista a fim de receber tratamento para a disfunção eréctil. Hoje, não ultrapassam os 5%», adiantou Nuno Monteiro Pereira.

Ainda de acordo com o responsável pela SPA, «muitos homens, que sofrem de problemas de erecção, não têm a coragem suficiente para pedir auxílio médico, porque a erecção está conotada com a virilidade. É-lhes difícil admitir para eles próprios e ainda mais para os outros, que sofrem um distúrbio sexual. Por outro lado, pode acontecer acomodarem-se, pois a parceira já tem uma idade avançada.

E também é verdade que a maioria não sabe a quem recorrer».

Todavia, segundo explicou Santinho Martins, «o número de consultas especializadas (nas unidades públicas e privadas) ainda é muito limitado para dar resposta a todos os casais que têm problemas ao nível sexual».

De facto, estima-se que 61% dos casais portugueses são afectados por doenças do foro sexual, quer os dois, quer só a mulher ou só o homem.

Como referiu o presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, «a disfunção sexual não é uma doença que mata. Porém, faz sofrer, sobretudo, aqueles que têm dificuldade em exprimir os seus problemas. Por isso, temos vindo a promover cursos especializados para médicos e psicólogos nesta área».

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