(Con)viver com o lúpus - Médicos de Portugal

A carregar...

(Con)viver com o lúpus

13 Junho, 2013 0

A qualidade de vida e o c ontrolo de sintomas das pessoas com lúpus são assegurados por um conjunto de cuidados e pelo acompanhamento médico. Estes doentes também encontram apoio na Associação de Doentes com Lúpus.

Erupção cutânea, especialmente na face, sensibilidade à luz solar, fadiga, dores de cabeça e reumáticas, complicações renais e alterações do sistema nervoso com tendência para fortes modificações no humor, psicoses e depressão. Estes são alguns dos sintomas do lúpus, uma doença incurável de causas desconhecidas que afecta sobretudo a população feminina. Aliás, cerca de 90 por cento dos doentes são mulheres.

Designada por lúpus eritematoso sistémico (LES), é uma entre muitas das doenças auto-imunes, o que significa que o sistema imunitário, que devia defender o organismo contra infecções, em vez disso se vira contra o próprio corpo. Esse “ataque” provoca alterações no organismo consoante o órgão ou sistema que é visado. Daí não afectar todos os doentes da mesma maneira.

Doença crónica, o que significa que é para a vida, o lúpus manifesta-se por ciclos, com fases de remissão (sem sintomas, em que a doença está como que adormecida) a alternarem com fases mais activas, em que os sintomas estão presentes.

Trata-se de uma patologia do foro reumatológico, que pode ser confundida  com outras doenças, devido aos diversos e distintos sintomas. Mesmo num doente os sintomas podem variar e até mudar de período para período. De facto, o diagnóstico não é fácil sendo geralmente baseado na sintomatologia. Porém, também são realizados exames complementares de diagnóstico. Uma vez passada esta fase, o médico determina o tratamento, tendo em consideração a imprevisibilidade da doença, os órgãos afectados e o grau de gravidade.

No lúpus ligeiro, costumam ocorrer cefaleias, febre, artrite, erupção na pele e problemas cardíacos e pulmonares.

Nos casos mais acentuados, também surgem complicações cardíacas e pulmonares, mas mais graves, bem como lesões nos rins e disfunções no sistema nervoso. O lúpus não tem cura, mas tem tratamento, existindo medicamentos destinados a actuar sobre os diversos sintomas.

O tratamento depende, no entanto, do grau de gravidade da doença, sendo, por isso, adaptado em função do doente. E uma vez que muitos doentes são afectados por depressão, pode ser necessário acompanhamento psicológico. O objectivo final é manter a doença controlada, permitindo ao doente qualidade de vida, de modo a que possa gerir o quotidiano independentemente da doença. A par da terapêutica, que deve ser respeitada, há alguns cuidados que o doente deve adoptar em nome dessa mesma qualidade de vida. Uma alimentação variada e equilibrada é fundamental, devendo reduzir-se ao máximo o consumo de sal, pois pode provocar retenção de líquidos. Hábitos como o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas são também de evitar. Outro dos cuidados passa por evitar a exposição solar desprotegida, usando sempre protector solar e óculos escuros.

[Continua na página seguinte]

É que o sol pode ser responsável pelo aumento da inflamação numa pele já fragilizada pela doença, e é o principal inimigo destes doentes. Como é uma doença que afecta as articulações, é recomendável moderar o esforço e manter vários e curtos períodos de descanso ao longo do dia. Também é aconselhável praticar exercício físico com regularidade, porque ajuda a combater a fadiga e a fraqueza muscular.

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.