Contracepção – Evitar uma gravidez indesejada
> ADESIVO: Trata-se de um adesivo fino, quadrado, confortável e fácil de aplicar. O adesivo transfere uma dose diária de hormonas, o estrogéneo e progestagéneo, através da pele para a corrente sanguínea. Estas hormonas são similares às produzidas pelos ovários e usadas também nas pílulas contraceptivas. O adesivo funciona de duas formas: impede a ovulação (libertação do óvulo), torna mais espesso o muco do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozóides no útero. Apesar de não haver ainda muita informação, estima-se que a taxa de eficácia se aproxime dos 98%.
> DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU): Conhecido muitas vezes por “aparelho”, o DIU é um pequeno dispositivo de plástico, revestido a fio de cobre, que é introduzido no útero da mulher, evitando uma gravidez através da alteração das condições uterinas e funcionando também como uma barreira aos espermatozóides. A introdução do DIU é feita numa consulta médica e funciona durante vários anos. É um método contraceptivo muito eficaz mas não previne o contágio de doenças sexualmente transmissíveis e não deve ser usado por mulheres que nunca tiveram filhos.
> ANEL VAGINAL: O anel vaginal é um método contraceptivo hormonal feito de plástico, transparente e flexível. É colocado pela própria mulher na vagina e deve ser mantido durante 3 semanas, parando durante 1 semana (ciclo de uso), período durante o qual vai libertando estrogénio e progestagéneo, hormonas que ao entrar na corrente sanguínea inibem a ovulação, à semelhança da pílula. Quando usado correctamente, o anel vaginal oferece um elevado grau de eficácia: 0,4 a 1,2 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.
> PRESERVATIVO: Existem preservativos masculinos e femininos e podem ser comprados sem receita médica nas farmácias, supermercados, discotecas, etc. e são fornecidos nos centros de saúde. Evitam uma gravidez ao impedirem que o esperma entre em contacto com a vagina da mulher. Quando correctamente utilizados e de boa qualidade os preservativos são métodos contraceptivos muito eficazes e previnem também o contágio de doenças de transmissão sexual como a SIDA, Hepatite B, Sífilis e outras. A sua eficácia é maior quando utilizado simultaneamente com um produto espermicida.
[CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE]> MÉTODOS CIRÚRGICOS: Quando está segura ou seguro que não pretende mais filhos, a mulher pode fazer a laqueação de trompas ou o homem pode fazer a vasectomia. A laqueação de trompas é um pequeno corte ou bloqueamento das trompas de falópio que impede que o óvulo seja «encontrado» pelos espermatozóides. A vasectomia é um pequeno corte ou bloqueio dos canais deferentes, impedindo assim a saída de espermatozóides numa ejaculação. Qualquer um dos métodos é, em princípio, definitivo e não interfere com a vida sexual dos homens e das mulheres.
> ESPERMICIDAS: São substâncias que se introduzem na vagina antes de uma relação sexual, na forma de creme, gel, espuma ou comprimidos vaginais, e que eliminam a mobilidade dos espermatozóides. Quando utilizados como único método contraceptivo têm uma eficácia limitada, mas se utilizados com um preservativo podem, em conjunto, ser bastante eficazes.
> MÉTODOS DE ABSTINÊNCIA PERIÓDICA: São métodos em que se calcula o período fértil de uma mulher, evitando ter relações sexuais nesse período. São métodos muito falíveis, uma vez que o nosso corpo não funciona exactamente como uma máquina ou relógio.
> CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA: Se se teve uma relação sexual não protegida ou se houve um acidente com um método contraceptivo, é ainda possível agir nas primeiras 120 horas (5 dias) a seguir a esse acontecimento, tomando uma pílula de emergência. É um recurso de emergência e não deve ser uma forma regular de contracepção. Para mais informações sobre a contracepção de emergência consulte o seu médico de família ou ginecologista.
Fonte: Associação para o Planeamento da Família.

