Apêndice: Órgão inútil?
As pessoas submetidas a uma apendicectomia podem continuar a fazer uma vida inteiramente normal, sem quaisquer alterações na sua dieta, nos seus exercícios físicos ou noutros aspectos dos seus quotidianos.
Dor no umbigo
Dado que a apendicite é uma situação clínica de urgência e que o seu tratamento consiste unicamente na intervenção cirúrgica para remoção do apêndice, é muito importante saber reconhecer os sintomas desta doença.
Embora possam não surgir todos ao mesmo tempo, os sintomas mais frequentes da apendicite são as dores no lado inferior direito do abdómen.
Habitualmente, a dor inicia-se perto do umbigo e desloca-se para baixo e para a direita. A dor acentua-se com o movimento. Também se torna mais intensa quando se respira profundamente e se tosse ou espirra. Por vezes, basta apenas tocar na área para se sentir a dor aumentar. Mas, caracteristicamente, a dor é mais intensa quando se retira a mão do local.
Também podem ocorrer náuseas, vómitos, e alterações intestinais, como diarreia ou prisão de ventre, perda de apetite e a incapacidade para libertar gases intestinais e aumento de volume abdominal. A febre aparece normalmente, não muito alta, geralmente a temperatura rectal é superior à axilar. Se o seu filho se queixar de dores na região do estômago preste muita atenção à sua localização. De uma maneira geral, a apendicite é mais frequente em crianças com mais de seis anos de idade. Mas isto não significa que as crianças ainda em idade pré-escolar não possam também sofrer de uma apendicite. As idades mais frequentes são entre os 10 e os 30 anos.
Já que se trata de uma enfermidade que pode ameaçar a vida, é extremamente importante saber reconhecer atempadamente os sintomas e, em caso de suspeição, recorrer imediatamente a um médico. Mesmo quando a criança não é capaz de explicar exactamente aquilo que sente.
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