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Animais que curam

2 Dezembro, 2008 0

São peludos, brincalhões, meigos, têm quatro patas e são incapazes de fazer qualquer julgamento. Estas são as características dos simpáticos “terapeutas” que ajudam crianças e adultos problemáticos, deficientes ou pessoas com dificuldades em ultrapassar algumas lacunas das suas vidas.

Que o cão é o melhor amigo do Homem, isso já sabemos, mas que ele pode ajudar a superar alguns problemas do foro social, cognitivo, motivacional, físico e até emocional, isso é novidade. As actividades assistidas por animais (AAA) e a terapia assistida por animais (TAA) começam a ganhar visibilidade no nosso País. Voluntários, psicólogos, veterinários, clínicas e associações dedicam-se a esta terapia que tem vindo a ajudar diversos doentes a encontrar um equilíbrio entre a natureza e o seu bem-estar.

A ÂNIMAS (Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social) garante a melhoria da qualidade de vida de pessoas com dificuldades físicas e psicológicas. “Implementamos programas de actividade assistidas por animais e terapia assistida por animais, possibilitando a descontracção e a gratificação através das AAA e os resultados clínicos através das TAA”, explica Liliana de Sousa, Presidente da instituição.

Mas em que consistem ambas as técnicas? No caso da AAA, o voluntário e o seu cão visitam instituições, como lares, prisões, escolas de ensino especial, onde os utentes recebem o animal como um amigo que os vai ajudar a criar laços, responsabilidade e emoções.

“Num lar de terceira idade o que acontece, na maioria dos casos, é que os utentes raramente têm um toque emotivo, apesar de terem um toque técnico ou profissional. O cão vai proporcionar um tacto meigo e, desta forma, proporciona bem-estar às duas espécies”, exemplifica Liliana de Sousa.

Já no caso das TAA, o animal é acompanhado por um técnico de saúde que vai utilizar o cão como mediador das suas técnicas, tornando-as mais facilitadas e agradáveis para o paciente.

 

“Terapeutas” de quatro patas

A preparação é um dos passos mais importantes nas técnicas que aplicam animais como apoio. Por isso, a ANIMAS organiza cursos que permitem um rendimento positivo na utilização de ambas as técnicas (AAA e TAA). Os animais e seus “utilizadores”, voluntários ou profissionais de saúde são convidados a aprender a relação com o cão pode potenciar os estímulos dos doentes, proporcionando resultados. A docente na Universidade do Porto explica que a educação dos animais se baseia no método de Clicker, que funciona através do reforço positivo. Ou seja, “enquanto está a aprender o cão tem de sentir que faz parte de uma brincadeira”, o que ajudará a incrementar a motivação no animal.

Apesar da formação, nem todos os cães poderão ser utilizados para estes processos. Mesmo que as suas qualidades sejam evidentes, será necessária uma formação prévia para o dono e para o cão. Segundo a presidente da ÂNIMAS, no caso da AAA, estes têm de apresentar características específicas, como a não agressividade, a obediência, concentração, a ligação à figura humana e sensibilidade auditiva média.

Já os cães utilizados na TAA, embora possam pertencer a qualquer raça, “para além de todas as características referidas anteriormente, têm de passar por um teste comportamental antes de iniciarem a formação”, sublinha.

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