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Dr. João Breda, nutricionista » “Nas bebidas alcoólicas o que se bebe é álcool etílico”

15 Junho, 2007 0

A Fundação Portuguesa de Cardiologia lançou, da autoria do nutricionista Dr. João Breda e no âmbito da iniciativa Maio – Mês do Coração, o livro Bebidas Alcoólicas e o Coração.

Esta obra pretende alertar a população em geral para os efeitos do álcool sobre o coração, que nem sempre são os mais desejáveis.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode conduzir a várias formas de insuficiência cardíaca, sendo a miocardiopatia alcoólica a mais comum. Por outro lado, provoca também o aumento do batimento cardíaco, a subida da pressão arterial, alterações no ritmo cardíaco e o aumento dos triglicéridos no sangue.

No entanto, como muitas outras coisas, desde que o álcool seja tomado sem excesso e em doses aceitáveis, pode apresentar alguns benefícios, existindo uma associação inversa entre o uso moderado de bebidas alcoólicas e as doenças das artérias coronárias.

Alguns dados e conselhos podem ser obtidos na consulta desta nova edição, nomeadamente, que Portugal é um dos maiores consumidores de álcool, que desde 1970 o consumo de cerveja aumentou 400%, bem como as diferenças entre bebidas alimentares, hidratantes, estimulantes, bebidas alcoólicas, fermentadas e bebidas alcoólicas destiladas, entre muitos outros.

Uma informação relevante, e que muitos consumidores de álcool não conside­ram, é a de que, e de acordo com o nutricionista, «quando estamos a falar de bebidas alcoólicas com 10 e 40% de álcool, referimo-nos ao mesmo tipo de álcool etílico que se compra nas farmácias, sem tirar nem pôr.

Um uísque, que tem sensivelmente 40% de álcool, equivale a dizer que quase metade da sua composição é do mesmo material que usamos para desinfectar feridas».

MITOS E FACTOS ACERCA DO ÁLCOOL

Mito: O álcool é um medicamento.

Facto: O álcool é um depressor do sistema nervoso, podendo fazer as pessoas sentir-se bem numa primeira fase, mas, a longo prazo, fá-las-á sentirem-se mal. No entanto, para homens acima dos 40 e para mulheres em pós-menopausa, um a dois copos por dia poderão ser benéficos.

Mito: Se beber durante as refeições, os efeitos do álcool são menores.

Facto: Pode ser verdade em termos de alcoolemia, já que a absorção do álcool é mais lenta, mas as lesões orgânicas po­derão existir na mesma se a ingestão de álcool for elevada.

Mito: O consumo de café pode curar a ressaca.

Facto: O desaparecimento do álcool do sangue e do corpo depende exclusivamente do período de tempo, por isso, café, duche, ar fresco e outras coisas não resolvem o problema, aumentando a sobriedade.

Mito: O álcool é um alimento, facilita a digestão e abre o apetite.

Facto: O álcool não é um nutrimento porque produz calorias inúteis (vazias) para os músculos e não serve para o funcionamento das células. Contrariamente aos verdadeiros nutrientes, ele não ajuda na edificação, construção e reconstrução do organismo. O álcool faz com que os movimentos do estômago sejam muito mais rápidos e os alimentos passam para o intestino sem estarem devidamente digeridos, dando a sensação de estômago vazio. O resultado é a falta de apetite e o aparecimento de gastrites e úlceras.

Mito: O álcool aquece.

Facto: O álcool faz com que o sangue venha do interior do organismo até à superfície da pele, dando a sensação de calor, mas esta deslocação do sangue provoca uma perda de calor interno, prejudicado o funcionamento de todos os órgãos.

Mito: O álcool mata a sede.

Facto: A sensação de sede significa necessidade de água. Quando se toma uma bebida alcoólica, uma considerável quantidade de água, que faz falta ao organismo, sai pela urina, aumentando assim a necessidade de água no orga­nismo, logo, a sede.

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