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Acabar com as varizes para que não acabem com as pernas

12 Maio, 2007 0

Um deles consiste na chamada secagem das varizes, isto é, escleroterapia, em que se injecta um líquido que vai secar a veia e fazer com que desapareça de seguida. O outro é o laser transcutâneo, aplicado em casos mais limitados e apenas em determinadas situações.

«Nas situações de varizes com indicação cirúrgica temos também duas hipóteses», diz o especialista, continuando:

«Nos casos em que as varizes são detectadas inicialmente, e portanto estão numa fase pouco volumosa, sem alterações na pele das pernas, a cirurgia com laser endovascular poderá ser feita com anestesia local, sem internamento e em regime de ambulatório. Aqui a destruição da veia varicosa é feita através de raios laser, o que permite um pós-operatório muito rápido e confortável, podendo o doente retomar o trabalho após cinco dias.»

Nas situações mais desenvolvidas, em que as varizes já estão muito degradadas com várias ramificações, «o doente terá que ser internado e submetido a uma cirurgia clássica com o arrancamento subcutâneo dessas varizes, com anestesia raquidiana, ou geral, consoante os casos», diz o cirurgião vascular, frisando que «o pós-operatório é mais doloroso e demorado. Só ao fim de 30 a 40 dias de recuperação é que o doente poderá voltar à sua actividade profissional».

«Aconselho vivamente, com os meios de diagnóstico que hoje temos, que as pessoas nas quais é detectada a doença venosa, se tratem nas fases iniciais porque os resultados são excelentes», comenta Eduardo Serra Brandão.

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