Acabar com as varizes para que não acabem com as pernas
Um deles consiste na chamada secagem das varizes, isto é, escleroterapia, em que se injecta um líquido que vai secar a veia e fazer com que desapareça de seguida. O outro é o laser transcutâneo, aplicado em casos mais limitados e apenas em determinadas situações.
«Nas situações de varizes com indicação cirúrgica temos também duas hipóteses», diz o especialista, continuando:
«Nos casos em que as varizes são detectadas inicialmente, e portanto estão numa fase pouco volumosa, sem alterações na pele das pernas, a cirurgia com laser endovascular poderá ser feita com anestesia local, sem internamento e em regime de ambulatório. Aqui a destruição da veia varicosa é feita através de raios laser, o que permite um pós-operatório muito rápido e confortável, podendo o doente retomar o trabalho após cinco dias.»
Nas situações mais desenvolvidas, em que as varizes já estão muito degradadas com várias ramificações, «o doente terá que ser internado e submetido a uma cirurgia clássica com o arrancamento subcutâneo dessas varizes, com anestesia raquidiana, ou geral, consoante os casos», diz o cirurgião vascular, frisando que «o pós-operatório é mais doloroso e demorado. Só ao fim de 30 a 40 dias de recuperação é que o doente poderá voltar à sua actividade profissional».
«Aconselho vivamente, com os meios de diagnóstico que hoje temos, que as pessoas nas quais é detectada a doença venosa, se tratem nas fases iniciais porque os resultados são excelentes», comenta Eduardo Serra Brandão.
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