Abriu a época da gripe!
Mas mesmo sem causar grandes prejuízos entre as populações, nos idosos e nas pessoas com doenças crónicas é frequente surgirem complicações como, por exemplo, pneumonia, ou um agravamento da doença crónica existente (ex.: asma, diabetes, doenças cardíacas), podendo levar ao internamento hospitalar.
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Gripe sazonal: Mais vale vacinar
Qualquer pessoa pode ter gripe, mas os idosos são mais susceptíveis, sobretudo se já padecerem de outras doenças do sistema respiratório. Apresentam mesmo taxas de hospitalização e mortalidade superiores às da população em geral, estimando-se que 90% das mortes atribuíveis à gripe se verifiquem em indivíduos com mais de 65 anos.
Daí que seja a esta faixa etária que se dirige a maior das armas contra a doença: a vacinação. E é sobretudo recomendada se estiverem institucionalizados em lares ou outros espaços colectivos onde o risco de contágio é maior.
A Direcção-Geral de Saúde recomenda igualmente a vacinação às grávidas que, em Outubro, estejam no segundo ou terceiro trimestre de gestação e aos doentes, com idade superior a seis meses, que sofram de doenças crónicas cardiovasculares, pulmonares, renais, hepáticas, metabólicas, hematológicas, neuromusculares ou imunológicas. Em comum têm o elevado risco de desenvolverem complicações pós-gripais.
Pessoas com probabilidade acrescida de transmitirem o vírus aos grupos de risco também devem ser vacinadas, nomeadamente coabitantes e prestadores de cuidados a crianças com menos de seis meses e risco elevado de complicações.
E ainda pessoal dos serviços de saúde que estejam em contacto com estes grupos.
A vacina contra a gripe sazonal vai está disponível desde a 2.ª quinzena de Setembro. A vacina pode ser feita durante todo o Outono/ Inverno.
Actualizada anualmente devido às mutações do vírus, a vacina necessita de cerca de duas semanas para conferir imunidade, mantendo-se a imunização por nove a doze meses.
Sem efeitos secundários relevantes, apresenta uma eficácia elevada, ainda que não seja total. Até porque a vacina é feita a partir das estirpes identificadas pela Organização Mundial de Saúde, mas pode haver outras formas virais em circulação. Pelo facto de a vacina não conter o vírus vivo não pode provocar gripe, contudo há que ter em consideração o estado de saúde de cada indivíduo na altura da vacinação.
De qualquer forma, é seguro que a vacina permite reduzir significativamente os episódios de gripe sazonal, a taxa de infecções respiratórias a ela associadas, o número de hospitalizações e a mortalidade global, sobretudo entre os indivíduos mais vulneráveis. E mesmo que a gripe bata à porta ela será certamente mais inofensiva.
Delas só não pode beneficiar quem sofre de alergia às proteínas do ovo, a matéria-prima em que, por assim dizer, as vacinas são incubadas.
Para evitar transmitir a gripe é importante reduzir os contactos com as outras pessoas, proteger a boca e o nariz quando tossir ou espirrar, com um lenço de papel de utilização única ou com o antebraço, e lavar frequentemente as mãos com água e sabão.
A principal medida de prevenção da gripe é a vacinação anual. Assim, com a vacina disponível no mercado (em Portugal, existem diversas marcas), porquê facilitar?

