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6,5% da população portuguesa é diabética

28 Agosto, 2007 0

Os números são bem claros. De acordo com os últimos dados do 4º Inquérito Nacional de Saúde de responsabilidade Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e Instituto Nacional de Estatística, 6,5% dos portugueses adultos residentes no Continente sofre de diabetes.

A Região Autónoma dos Açores acompanha esta tendência com valores na ordem dos 6,7%, cabendo à Madeira resultados ligeiramente inferiores, 4,6%. Este inquérito baseia-se numa auto-referenciação não abrangendo, naturalmente, os não diagnosticados que serão mais de 300.000 pessoas, pelo que o número real é seguramente bastante superior.

A prevalência deste tipo de doença crónica mostrou ser superior entre as mulheres e, como seria de esperar, com tendência para aumentar com a idade. Esta é uma das principais conclusões do 4º Inquérito Nacional de Saúde, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e pelo Instituto Nacional de Estatística, que regista um crescimento assustador – quase 2% em apenas sete anos – no aumento de doentes diabéticos, nomeadamente no Continente, com 6,5% da população adulta a sofrer de diabetes diagnosticada. Valores de 1998/1999 apontavam para um total de 4,7%.

A percentagem de diabéticos na Ilha da Madeira para os anos de 2005/2006 não é muito diferente da do Continente com valores de 6,7% enquanto os Açores apresentavam números mais baixos com 4,6% diagnosticados com aquela doença crónica.

Os números dão que pensar. Patologias também relacionadas com a diabetes, como a hipertensão, revelaram-se preocupantes, crescendo quase 5% (de 14,9% para 20,0%) no período que separou os estudos, ainda mais quando se sabe que a incidência de doenças crónicas tem tendência a aumentar com a idade.

O estudo reforça estes contornos quando revela que, entre 2005 e 2006, 18,6% da população adulta residente no Continente sofria de excesso de peso, um dos maiores factores de risco para a diabetes. Ambas as classes, masculina e feminina, apresentavam valores significativos, sendo os números dos primeiros (20,8%) bastante superiores aos da amostra feminina (16,6%).

E se os valores para a pré-obesidade tiveram um aumento modesto de 0,5% nos últimos sete anos, apesar de um aumento significativo em idades mais jovens, os resultados agravam-se no entanto quando o mesmo estudo revela que em 2005/2006, 16,5% da população inquirida era obesa (16,9% nas mulheres, 16,0% em homens) – um aumento de 2,7% face aos valores recolhidos no inquérito de 1998/1999, 13,8%.

Entre 2005 e 2006, a Região Autónoma dos Açores apresentava uma percentagem de 18,4% da população com excesso de peso, face a 20,0% de obesidade. Também inquietantes, os resultados da Madeira mostraram-se inversos – 19,2% da população sofria de excesso de peso, marcando 14,0% de obesidade.

De uma maneira geral, e em todo o território, as proporções mais altas de excesso de peso e de obesidade encontravam-se em indivíduos com mais de 45 anos de idade.

O agravamento destes e de outros factores tem sido acompanhado de perto por organizações como a APDP e a SPD, reconhecidas pelo seu importante contributo no combate à Diabetes.

Sobre o inquérito – O estudo teve como grande objectivo a caracterização da população portuguesa face à saúde em domínios como a auto-apreciação, as incapacidades temporária e de longa duração, as doenças crónicas, os cuidados de saúde, o consumo de medicamentos, a saúde oral, as despesas e os rendimentos com a saúde, o consumo de álcool e tabaco, entre outros. Os resultados reflectem o total da população residente no nosso país, tendo para isso sido aplicado um método matemático que expande as respostas individuais de acordo com a composição etária da população.

Sobre a APDP – É a mais antiga associação de diabéticos do mundo e decana da Federação Internacional de Diabetes (IDF), assinalando os 82 anos de existência no próximo dia 13 de Maio. Instituição Particular de Solidariedade Social, a APDP foi fundada por Ernesto Roma e, ainda hoje, desenvolve as suas actividades na luta contra a diabetes procurando conhecer melhor a doença e explorando novas formas de tratamento. Ao mesmo tempo, fornece apoio à pessoa com diabetes, criando estruturas capazes de dar resposta aos diversos problemas causados pela patologia.
Recentemente, a APDP congratulou-se com o facto de a Assembleia-Geral das Nações Unidas ter aprovado, por unanimidade, uma Resolução reconhecendo a ameaça global da epidemia da diabetes. Com esse passo, chamou-se a atenção internacional para a necessidade de agir imediatamente, levando a diabetes a integrar as prioridades nos planos de saúde de todos os países

Sobre a SPD (Sociedade Portuguesa de Diabetologia) – Sociedade científica de direito privado, sem fins lucrativos, com filiação em organismos nacionais e internacionais. Tem como objectivos a defesa dos interesses científicos, sociais e morais dos seus associados, bem como promover, cultivar e desenvolver a investigação e o ensino da Diabetologia. È parceiro cientifico da Direcção Geral da Saúde e o seu Presidente é o Coordenador do Programa Nacional do Controlo da Diabetes

Sobre a diabetes – Doença crónica que atinge mais de 700 mil pessoas em Portugal, estimando-se que existam mais de 230 milhões de diabéticos em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 10 segundos morre uma pessoa vítima da doença e prevê-se que os índices de mortalidade aumentem 25% na próxima década.

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