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Combater o cancro da mama

27 Agosto, 2007 0

Os seios fazem parte da feminilidade da mulher. Têm uma importância primordial ao longo da sua vida. Quando a menina se torna mulher a transformação da glândula mamária é importante e torna-se um orgulho para a mulher que desperta para a vida. É um sinal externo de maturação, realça a beleza feminina, é sensível para o prazer sexual e fundamental para a amamentação.

A notícia do diagnóstico de cancro da mama é sempre dolorosa, qualquer que seja a idade da mulher, com repercussões físicas, emocionais e sociais.

Como médica, tenho vivido várias experiências com estas doentes. Independentemente da idade, do perfil psicológico e cultural da mulher, a primeira reacção é de desespero, medo, revolta e até de negação da doença. Receiam a vida em primeiro lugar e depois os tratamentos – cirurgia, quimioterapia, radioterapia. Deixam de nos ouvir momentaneamente.

Quando entram na fase da consciencialização da situação clínica, então começam as dúvidas. Preciso de tirar a mama toda? Preciso de tratamentos dolorosos? Fico boa? Durante quanto tempo? Cria-se então uma empatia recíproca médico/doente.

Esclarecem-se os tratamentos. Explicam-se as alternativas possíveis para a manutenção da feminilidade da mulher. É importante nesta fase o apoio que o conjugue, filhos ou demais família possa prestar, para estimular a imagem que existe da vida para além da mutilação dos tratamentos.

O pânico do diagnóstico é desfeito quando aceitam os tratamentos. É evidente que este facto é devido em especial, ao receio da perda da vida. É imperioso esclarecer que o diagnóstico desta doença numa fase inicial conduz a fortes probabilidades de cura.

Esta é a grande razão para motivar as mulheres a fazerem o seu rastreio. Numa altura em que nada se palpa ou vê, as alterações que se possam encontrar na mamografia são, normalmente, localizadas e potencialmente curáveis.

É importante que se façam campanhas de esclarecimento sobre a doença e meios de rastreio. As mulheres só pelo facto de serem mulheres, são um factor de risco para desenvolverem a doença. Precisam por isso de saber como a detectar no período em que se podem curar. Não recear a doença com a carga de morte que habitualmente associam, mas sim como uma patologia que tem tratamento e cura como as restantes, consideradas mais banais.

A mamografia do rastreio é um método de diagnóstico preciso, eficaz, seguro e indolor. 90% das mulheres que fazem o seu diagnóstico numa fase inicial estão curadas após o tratamento.

Por outro lado, o próprio tratamento é diferente face à extensão da doença. Os tumores pequenos podem ser tratados com cirurgia conservadora, preservando a mama e deste modo obviando a mutilação física e psicológica tão temida com a perda da mama.

Apesar dos números de cancro da mama estarem a aumentar em todo o mundo, devido entre outros factos, ao aumento da esperança de vida, isto é, a mulher viver mais anos, a mortalidade por esta doença tem diminuído.

Os rastreios e os diagnósticos precoces, a evolução dos meios de diagnóstico, com mamógrafos mais minuciosos, estão na origem deste acontecimento, embora o desenvolvimento rápido da terapêutica esteja a contribuir para isso.

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