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Vegetarianismo: Sem carne

17 Outubro, 2009 0

A vitamina B12 desempenha um papel idêntico ao do ferro na formação dos glóbulos vermelhos e na prevenção da anemia. Encontra-se quase exclusivamente em alimentos de origem animal, pelo que pode escassear numa dieta vegetariana, sobretudo se for restritiva.

Cereais enriquecidos e leite de soja fortificado são alternativas, mas há que verificar se as doses ingeridas são suficientes. O facto é que, quanto mais restritiva é a dieta, maior a probabilidade de não se ingerir os nutrientes necessários nas quantidades adequadas ao bom funcionamento do organismo.

O segredo – como, aliás, em qualquer tipo de alimentação – é diversificar, uma vez que não há nenhum alimento completo.

 

Vegetarianos há muitos

Ser vegetariano é alimentar-se basicamente de grãos, sementes, vegetais e frutas, com ou sem uso de lacticínios e ovos. Excluídas desta alimentação estão as carnes, quer as vermelhas, quer as brancas. O peixe está quase sempre ausente, mas há correntes – os semi-vegetarianos ou pixo-vegetarianos – que admitem o seu consumo esporádico, bem como de marisco.

O que é certo é que, partindo de uma mesma plataforma, há diversas formas de se ser vegetariano:

• Ovo-lacto-vegetarianos – Além dos produtos de origem vegetal, integram os ovos e os lacticínios na sua alimentação.

• Lacto-vegetarianos – Os ovos ficam de fora da sua dieta, mas não os lacticínios.

• Ovo-vegetarianos – O leite e derivados são excluídos, mas os ovos mantêm-se.

• Vegetarianos – Excluem da alimentação todos os alimentos de origem animal, incluindo ovos e lacticínios, mas também outros como o mel e a gelatina.

• Vegans – São mais radicais porque, além destes alimentos, não usam roupa, produtos de higiene e limpeza ou outros que tenham origem animal, bem como os que foram testados em animais. Também não frequentam espectáculos em que os animais participem.

• Frugívoros (frutívoros) – Alimentam-se apenas de frutos, grãos e sementes, recusando os alimentos que matam a planta: cenouras, batatas e cebolas são assim excluídas uma vez que constituem raízes. O mesmo acontece com os rebentos.

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• Crudívoros – Alimentam-se exclusivamente de alimentos crus, por considerarem que cozinhar destrói as propriedades nutritivas e que o organismo humano está preparado para digerir e assimilar os alimentos crus.

 

Passo a passo

Uma alimentação vegetariana, por benéfica que seja e por válidas que sejam as motivações que lhe deram origem, não deve acontecer de forma radical, sob pena de se prejudicar a saúde. O corpo necessita de tempo para se adaptar – por um lado, vão-lhe ser retirados alimentos a que estava, por assim dizer, habituado, e, por outro, vão ser introduzidas novas fontes de nutrientes.

Quando a passagem é imediata, o organismo pode reagir e, muitas vezes, fá-lo sob a forma de incómodos gastro-intestinais, como a diarreia, mas também dores de cabeça e até confusão mental. Há, pois, que fazer uma transição gradual, de preferência fundamentada em informação sobre as transformações que irão ocorrer.

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