Tosse sem tréguas - Página 3 de 4 - Médicos de Portugal

A carregar...

Tosse sem tréguas

29 Agosto, 2009 0

Paralelamente à terapêutica, há cuidados preventivos que o doente pode adoptar: além de deixar de fumar e de evitar locais muito poluídos, deve salvaguardar-se da exposição a temperaturas baixas sem a devida protecção e de mudanças bruscas de tipo de ambiente. Deve ainda vacinar-se contra a gripe, pois as infecções respiratórias das vias superiores podem agravar a DPOC.

Praticar exercício que estimule a capacidade respiratória, beber líquidos em abundância de modo a manter as vias respiratórias limpas e lubrificadas, alimentar-se correctamente e manter um peso adequado são outros dos cuidados que contribuem para manter a qualidade de vida apesar da doença.

[Continua na página seguinte]

Inalador, modo de uso

O inalador é um instrumento familiar a quem sofre de DPOC, existindo vários tipos; os pressurizados normalmente utilizados em SOS e os de pó seco – diskus, handi-haler e turbohaler. O seu uso correcto e diário é determinante para a eficácia da terapêutica.

Assim, deve:

• Agitar o inalador/colocar a cápsula no dispositivo/activar o dispositivo;

• Exalar (“deitar o ar todo fora”) durante um a dois segundos;

• Pôr o inalador na boca e começar a aspirar lentamente;

• Pressionar a extremidade do inalador no caso dos pressurizados , ou colocar/perfurar a cápsula e/ou rodar o dispositivo nos restantes;

• Inalar até sentir os pulmões cheios (cinco a seis segundos bastam);

• Conter a respiração por quatro a seis segundos;

• Exalar e repetir o procedimento cinco a sete minutos mais tarde.

 

5 questões essenciais

Os especialistas chegaram a consenso sobre um conjunto de cinco questões que ajudam a identificar potenciais doentes. São elas:

• Tem mais de 40 anos?

• É fumador ou ex-fumador?

• Tosse várias vezes na maior parte dos dias?

• Tem expectoração ou “catarro” na maior parte dos dias?

• Cansa-se mais rapidamente do que as pessoas da sua idade?

Uma resposta positiva a pelo menos três destas questões aconselha que haja uma consulta médica para despiste da DPOC. Um teste simples, denominado espirometria, permite medir a capacidade respiratória e tirar as dúvidas: enche-se o peito de ar e sopra-se para um aparelho, como se se estivessem a apagar as velas de um bolo, ou seja, libertando o maior volume de ar no menor espaço de tempo possível. É o volume de ar que sai que permite detectar se os brônquios estão ou não contraídos.

 

Respira

Foi em Fevereiro de 2007 que nasceu a Respira, Associação Portuguesa de Pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e outras Doenças Respiratórias Crónicas, com a missão de constituir um pilar na defesa dos interesses e direitos das pessoas com estas doenças.

Dos objectivos mais específicos fazem parte o apoio e desenvolvimento de programas de promoção da saúde respiratória e de prevenção primária e secundária do tabagismo, em qualquer grupo social e faixa etária; bem como a promoção do conhecimento acerca deste conjunto de patologias.

Páginas: 1 2 3 4

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.