Tosse sem tréguas
Paralelamente à terapêutica, há cuidados preventivos que o doente pode adoptar: além de deixar de fumar e de evitar locais muito poluídos, deve salvaguardar-se da exposição a temperaturas baixas sem a devida protecção e de mudanças bruscas de tipo de ambiente. Deve ainda vacinar-se contra a gripe, pois as infecções respiratórias das vias superiores podem agravar a DPOC.
Praticar exercício que estimule a capacidade respiratória, beber líquidos em abundância de modo a manter as vias respiratórias limpas e lubrificadas, alimentar-se correctamente e manter um peso adequado são outros dos cuidados que contribuem para manter a qualidade de vida apesar da doença.
[Continua na página seguinte]
Inalador, modo de uso
O inalador é um instrumento familiar a quem sofre de DPOC, existindo vários tipos; os pressurizados normalmente utilizados em SOS e os de pó seco – diskus, handi-haler e turbohaler. O seu uso correcto e diário é determinante para a eficácia da terapêutica.
Assim, deve:
• Agitar o inalador/colocar a cápsula no dispositivo/activar o dispositivo;
• Exalar (“deitar o ar todo fora”) durante um a dois segundos;
• Pôr o inalador na boca e começar a aspirar lentamente;
• Pressionar a extremidade do inalador no caso dos pressurizados , ou colocar/perfurar a cápsula e/ou rodar o dispositivo nos restantes;
• Inalar até sentir os pulmões cheios (cinco a seis segundos bastam);
• Conter a respiração por quatro a seis segundos;
• Exalar e repetir o procedimento cinco a sete minutos mais tarde.
5 questões essenciais
Os especialistas chegaram a consenso sobre um conjunto de cinco questões que ajudam a identificar potenciais doentes. São elas:
• Tem mais de 40 anos?
• É fumador ou ex-fumador?
• Tosse várias vezes na maior parte dos dias?
• Tem expectoração ou “catarro” na maior parte dos dias?
• Cansa-se mais rapidamente do que as pessoas da sua idade?
Uma resposta positiva a pelo menos três destas questões aconselha que haja uma consulta médica para despiste da DPOC. Um teste simples, denominado espirometria, permite medir a capacidade respiratória e tirar as dúvidas: enche-se o peito de ar e sopra-se para um aparelho, como se se estivessem a apagar as velas de um bolo, ou seja, libertando o maior volume de ar no menor espaço de tempo possível. É o volume de ar que sai que permite detectar se os brônquios estão ou não contraídos.
Respira
Foi em Fevereiro de 2007 que nasceu a Respira, Associação Portuguesa de Pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e outras Doenças Respiratórias Crónicas, com a missão de constituir um pilar na defesa dos interesses e direitos das pessoas com estas doenças.
Dos objectivos mais específicos fazem parte o apoio e desenvolvimento de programas de promoção da saúde respiratória e de prevenção primária e secundária do tabagismo, em qualquer grupo social e faixa etária; bem como a promoção do conhecimento acerca deste conjunto de patologias.

