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“Tenho reumatismo”

23 Novembro, 2009 0

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Quanto à osteoartrose, é mais comum a partir dos 50 anos, com a prevalência a aumentar com a idade e a obesidade. Produz desgaste da cartilagem articular, pelo que o movimento das articulações acaba por causar dor e inflamação.

É através da dor, acompanhada de dificuldade em caminhar, que o corpo dá sinais de que algo está mal com as articulações. Outros sintomas menos específicos se lhe juntam – febre, perda de peso, problemas respiratórios, comichão.

O tratamento dirige-se precisamente para o alívio da dor e da inflamação e da rigidez das articulações. Mas, pode acontecer que, mesmo com medicação, a dor se mantenha: nessas ocasiões o doente pode adoptar alguns cuidados que o ajudem a sentir-se melhor, tais como tomar um banho morno, aplicar gelo na área afectada, repousar a articulação em causa e fazer alguns exercícios leves.

Espondilose – vértebras apertadas

É mais conhecida como “bicos de papagaio” mas o seu nome médico é espondilose ou espondilartrose.

Caracteriza-se por desgaste num ou mais discos da coluna vertebral, o que faz com que o espaço entre as duas vértebras que une fique mais pequeno: em consequência o osso dos pratos vertebrais aumenta de espessura, dando origem a saliências ósseas nas margens das vértebras.

Ao contrário da maioria das doenças reumáticas, afecta igualmente os dois sexos. É mais comum a partir dos 40 anos e entre grupos profissionais sujeitos a trabalhos mais violentos, logo a maior desgaste das articulações: é o caso de agricultores, estivadores, pescadores, entre outros.

A dor é, novamente, o sintoma que denuncia a doença, uma dor na coluna lombar descrita como uma “moinha” embora possam ocorrer guinadas – episódios muito dolorosos e de curta duração denominados lumbagos. A dor pode ainda irradiar pelas pernas – ciática – acompanhada de formigueiro e adormecimento e agravando-se com esforços mínimos como tossir e espirrar.

Para o lumbago e a ciática, o repouso (em cama dura) é o melhor tratamento, mas pode ser necessário recorrer a medicamentos para a dor ou relaxantes musculares.

Esclerodermia – pele endurecida

É também designada esclerose sistémica esta doença reumática crónica caracterizada por alterações vasculares, produção de anticorpos que atacam o próprio corpo e aumento do tecido fibroso, quer na pele, quer em órgãos internos. O endurecimento da pele é, aliás, a expressão mais visível desta doença que atinge sobretudo pessoas entre os 25 e os 55 anos, com predominância do sexo feminino.

Não existe um tratamento global para a esclerodermia, tudo dependendo dos sintomas e dos órgãos envolvidos. Mas entre os meios terapêuticos mais usados incluem-se medicamentos vasoactivos e anti-hipertensores, medidas de protecção da pele e das articulações, medicina física e de reabilitação, abandono dos hábitos tabágicos e apoio psicológico (o aspecto da pele faz recear o contágio, o que pode afectar a auto-estima e gerar comportamentos depressivos ou de isolamento).

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Síndrome de Sjögren – sem fluidos

É uma doença auto-imune, com o sistema imunitário do doente a atacar as glândulas produtoras de lágrimas e de saliva. O resultado é secura nos olhos e na boca. Pele, nariz e vagina podem também ressentir-se desta falta de fluidos, o mesmo acontecendo com outros órgãos, inclusive rins, pulmões, fígado e cérebro. Além da secura, a doença manifesta-se através de fadiga e dores nas articulações.

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