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Soluções eficazes no tratamento da osteoporose

5 Janeiro, 2009 0

A evolução do tratamento da osteoporose tem sido significativa nos últimos 20 anos. Na verdade, foi sobretudo nestas duas décadas que se passaram a conhecer melhor os fenómenos de natureza celular ligados à formação e reabsorção do osso.

Para o Dr. Pedro Cantista, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, esses fenómenos traduzem-se, essencialmente, pelo «conhecimento do papel que os osteoblastos (células ligadas à “construção” das trabéculas) e os osteoclastos (células ligadas à reabsorção) desempenham; pela compreensão do complexo metabolismo fosfocálcico; pelo conhecimento da biomecânica do osso e da sua resistência aos traumatismos; pelo estudo da epidemiologia das fracturas e, finalmente, pelo desenvolvimento de terapêuticas eficazes graças a uma investigação de dimensão nunca antes atingida».
Passou, portanto, a haver um melhor conhecimento da doença e da sua importância. A classe médica interessou-se bastante por esta patologia e está hoje muito mais informada e atenta.

«O público em geral também já tem, em minha opinião, um conhecimento razoável da osteoporose, embora haja ainda algumas ideias incorrectas acerca da doença e segmentos da população mal informados», adverte Pedro Cantista, acrescentando:

«Destaco, finalmente, como avanço fundamental, o desenvolvimento de um método auxiliar de diagnóstico que se mostrou absolutamente decisivo para indicar ou orientar correctamente o tratamento. Refiro-me à densitometria óssea, nomeadamente, à técnica que utiliza a dupla absorciometria de radiação X, vulgarmente designada por DEXA.»

Em Portugal, este conjunto de desenvolvimentos permitiu um enorme progresso no tratamento da osteoporose. No entanto, o nosso entrevistado admite «a existência, ainda, de um défice de diagnósticos, ou seja, muitos casos por detectar e também alguma prática incorrecta nos protocolos de tratamento».

 

Soluções para tratar
a mulher pós-menopáusica

Existem medidas absolutamente consensuais em algumas das soluções a adoptar e alguns outros aspectos do tratamento com possíveis opções alternativas. Especificando melhor, Pedro Cantista diz-nos que «é aceite universalmente que medidas preventivas, como uma boa alimentação (correcto aporte de cálcio e vitamina D), a prática de exercício físico bem-orientado e o evitar de um conjunto de factores de risco (como o tabaco, o excesso de álcool ou café, etc.) são absolutamente fundamentais».

Por outro lado, há também um consenso alargado quanto ao tipo de fármacos a utilizar num grande número de situações, «nomeadamente, aos chamados “anti-reabsortivos” como os bifosfonatos (essencialmente o alendronato e o risedronato) e os SERMS, substâncias modeladoras dos receptores de estrogénios (cujo principal produto utilizado é o raloxifeno)».

Igualmente, há hoje novos critérios em relação à utilização de estrogénios na pós-menopausa. A maioria dos peritos defende que «a terapia hormonal de substituição não deverá ultrapassar os cinco anos e terá, sobretudo, como indicação a síndrome vasomotora (popularmente designada por “calores” ou “fogachos”), quando esta sintomatologia se tornar de difícil tolerância para a mulher».

Em algumas situações muito particulares, outras terapêuticas podem ser adoptadas. No entanto, a sua prescrição não está ainda generalizada. «Refiro-me, essencialmente, a novos medicamentos “formadores” de osso, como o teriparatide, e aos “velhos” anabolizantes, com um papel ainda válido, embora muitíssimo restrito.»

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