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Que rico peixinho…

6 Janeiro, 2012 0

Nem sempre é fácil convencer os mais novos a comer peixe… Mas os bons hábitos são alimentados desde tenra idade e com o exemplo vindo dos mais velhos. afinal, como diz o ditado, o peixe faz bem ao cérebro.

As escamas e as espinhas não são apelativas e, muitas vezes, são as responsáveis por alguma resistência ao consumo de peixe. Grande parte das crianças tende a enjeitar uma boa pratada de peixe cozido com legumes e, lamentavelmente, muitos adultos também. Mas combater o mito requer sempre alguma criatividade. seja por via da decoração, de um condimento secreto ou de um acompanhamento mágico.

Vale a pena o esforço para convencer os mais jovens a apreciar peixe, pois é um importante aporte para um crescimento saudável – fonte de proteína de elevado valor biológico. Além de uma base proteica, o peixe é um alimento rico em vitamina D e contém minerais como o iodo, o fósforo e o potássio. E acrescem os ácidos gordos: nomeadamente o famoso ómega 3, de onde se destaca o eicosapentanóico (ePa) e o docosahexanóico (dHa), que beneficiam o sistema cardiovascular, podendo contribuir para a redução de doenças cardiovasculares.

 

Gordura, mas da boa…

Os riscos associados aos alimentos ricos em gorduras são crescentes na sociedade actual, mas o peixe tem a particular vantagem de ser rico em gordura poliinsaturada, nomeadamente os peixes mais gordos, como a sardinha. esta gordura tem um papel importante na prevenção das doenças cardiovasculares. A sardinha é dos peixes mais ricos em ómega 3, tal como a cavala, salmão e enguia.

No caso das grávidas, o peixe é altamente recomendado por conter dHa, com um papel sólido nos tecidos do sistema neurológico.

Anchova, arenque, cavala, enguia, lampreia, moreia, salmão, sarda, sardinha ou sável são peixes gordos, em que a gordura se encontra distribuída na zona subcutânea e no tecido muscular. Já os peixes magros – bacalhau, carapau, corvina, garoupa, linguado, peixe-espada branco, pescada, pregado, tamboril, truta – têm a gordura adstrita ao fígado.

Por exemplo, o bacalhau contém apenas 1% de gor- dura porque armazena a gordura no fígado (o óleo de fígado de bacalhau), e a solha e o linguado são peixes cujo teor de gordura não ultrapassa 1 a 2 % do seu peso. ao invés, o salmão, a sardinha o e a cavala, podem chegar a ter 25% de gordura.

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Atenção à confecção

Para beneficiar da melhor forma dos nutrientes fornecidos pelo peixe, cozer e grelhar são as melhores formas de confeccioná-lo, sempre acautelando a porção de sal.

No caso do peixe cozido, nada melhor do que um fio de azeite virgem como tempero e a cozedura a vapor. é que se cozido em água, pode perder algum do seu conteúdo mineral. e esqueça o molho de manteiga que, sendo uma gordura saturada, poderá promover a aterosclerose.

A sensação de leveza que deixa uma refeição de peixe, ou muitas vezes a ideia de “fome”, resulta simplesmente da facilidade de digestão do peixe, pelo que um acompanhamento rico em hidratos de carbono, como seja, a batata, vegetais e/ou leguminosas, poderá tornar a digestão mais lenta, diminuindo e retardando a sensação de fome.

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