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Criopreservação: células especiais

5 Janeiro, 2012 0

A criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical é um caminho recente que abre uma janela de esperança para o tratamento de cada vez mais doenças.

Células muito especiais

As células estaminais são células com a capacidade de se dividir indefinidamente, além de poderem dar origem a células diferentes.

Existem desde o primeiro momento do desenvolvimento do embrião – futuro bebé – e especializam-se nos vários tipos de células do corpo: do sistema nervoso ao sangue, passando pelo coração e pela pele.

Mantêm-se ainda na idade adulta, embora em menos quantidade e com menos potencial, reparando tecidos danificados ou, em alguns tecidos como na medula óssea, substituindo as células que vão morrendo.

 

E com muito potencial

É esta capacidade de renovação que torna estas células tão valiosas para a saúde.

No sangue do cordão umbilical existe uma grande quantidade destas células preciosas que, tal como as encontradas na medula óssea, têm capacidade de regenerar o sistema sanguíneo e imunitário.

Guardar estas células quando nasce um bebé, permite que possam ser utilizadas mais tarde, em caso de doenças que venha a ter, e cujo tratamento possa beneficiar da sua utilização.

Nos transplantes de células estaminais do sangue do cordão umbilical há menos exigências de compatibilidade do que nos transplantes de medula óssea, o que faz com que seja mais provável que possam ser usadas em caso de doença de um irmão ou outro familiar.

Actualmente, as células estaminais do sangue do cordão umbilical são, cada vez mais, uma alternativa à medula óssea e permitem tratar diversos tipos de doenças hemato-oncológicas, imunodeficiências, entre outras.

Com os avanços da investigação científica, muitas doenças poderão encontrar a sua cura através de um transplante com estas células – no horizonte estão doenças como a diabetes e doenças cardíacas.

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O futuro no frio

Estas são potencialidades que decorrem do facto de as células do sangue do cordão umbilical poderem ser criopreservadas, ou seja, conservadas no frio mantendo a sua viabilidade.

A colheita é fácil e indolor, e não envolve riscos, nem para a mãe nem para o bebé – é feita à nascença após o corte do cordão umbilical, sendo a pequena quantidade de sangue recolhido transportado do hospital para o laboratório. Aí é submetido a análises, para despiste de eventuais contaminações, e só depois se inicia o processo de conservação. A qualquer altura, as células podem ser recuperadas para utilização médica.

 

Passos seguros

Quando os futuros pais se decidem pela criopreservação das células estaminais do seu bebé, há que dar o primeiro passo, o qual deve acontecer com a devida antecedência – idealmente, dois meses antes do momento previsto para o parto: nessa altura, deve informar-se do procedimento a seguir para recolha das células.

E porquê esta antecedência? Para se ter a certeza de que tudo está tratado a tempo; para que os pais tenham oportunidade de esclarecer todas as dúvidas sobre o processo e para prevenir a possibilidade de o bebé poder nascer mais cedo do que o previsto.

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