Quando a mente precisa de ajuda
Como tratar?
O tratamento depende do tipo de doença mental. “Mas generalizando, podemos afirmar, sem deturpar o sentido mais específico e ao mesmo tempo complexo do que consiste o tratamento das doenças mentais, que as mais compreensíveis e com uma causalidade predominante ambiental (psicológica ou sociológica) – reactiva – podem ser ajudadas com apoio psicoterapêutico em primeira linha (no sentido de os ajudar a lidar com os estímulos adversos) e uma intervenção farmacológica numa segunda linha (psicofármacos)”, adianta o psiquiatra. No que respeita às doenças mentais menos compreensíveis “de predomínio endógeno ou genético, e por vezes não aceites pelo próprio doente por falta de juízo crítico, a intervenção terapêutica deve ser essencialmente farmacológica e só em segunda linha psicológica”, conclui Medeiros Paiva.
Quando procurar ajuda
Por Dr. Medeiros Paiva
– Não há sinais particulares que justifiquem a procura de ajuda de um médico especializado, isto é de um psiquiatra.
– O mais habitual acontece quando a patologia se manifesta por comportamentos e alterações das funções psicológicas de tal modo estranhas ou qualitativamente alteradas relativamente ao normal que se torna evidente a necessidade de ajuda de um especialista. São assim as doenças em que os sintomas (a nível do pensamento, do raciocínio e do juízo crítico) se mostram profundamente alterados de forma qualitativa – sintomas heterólogos.
– Já se mostra mais difícil avaliar da necessidade de ser observado e seguido por um médico especialista quando os sintomas apenas se distinguem do normal na sua intensidade (ansiedade, tristeza, medo, etc.) – sintomas homólogos.
Jornal do Centro de Saúde
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