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Quando a Ansiedade se transforma numa Doença

6 Dezembro, 2007 0

As Fobias

:: Nestes casos, a ansiedade não é generalizada nem é permanente, mas “cristaliza-se”/manifesta-se em situações particulares que a fazem ocorrer.
Fobia, do Grego phobos, significa medo, horror. E as pessoas aqui não sentem um inquietude particular, mas sim uma angústia quando confrontadas com uma situação que desencadeia o medo. É um medo, suscitado pela presença dum objecto, ou de uma situação, ou de uma pessoa, que não representam nenhum perigo real mas que provoca uma séria angústia ou mesmo um terror paralisante, e que é reconhecido como uma reacção anormal.

:: Geralmente, a pessoa fóbica, vai tentar fazer desaparecer esse efeito por meio de estratégias defensivas, como por exemplo, a fuga para a frente ou o evitamento, para referir as mais utilizadas.

:: Existem várias fobias, mas as mais vulgares são: a agorafobia (fobia dos espaços abertos) a claustrofobia (fobia dos espaços fechados), a hipocondria (medo das doenças), as vertigens (fobia das alturas), fobias sociais, fobias de animais ( por exemplo, a aracnofobia – medo de aranhas – e outras fobias de animais – ratos, pássaros, serpentes, etc.), fobia de falar em público, timidez anormal nas relações pessoais, e outras fobias específicas, como por exemplo, fobia de objectos, facas, canetas, vidro, etc.

Perturbação Obsessivo-Compulsiva

:: Nestes casos a ansiedade não é o sinal ou sintoma mais evidente, mas está sempre subjacente. A diferença entre Obsessão e Compulsão é: as obsessões são pensamentos ou representações recorrentes e intrusivas. As compulsões, são comportamentos ou actos mentais que se repetem, e que são submetidos a regras inflexíveis, com rituais, sob o risco de que se não forem repetidos e executados sempre da mesma maneira trazem o azar e tudo pode correr mal.

:: Tanto as obsessões como as compulsões, são reconhecidas como excessivas ou irracionais. Têm na origem sentimentos marcados de desamparo. Provocam grande dor mental e interferem com a dinâmica doméstica, na realização profissional e na manutenção das relações pessoais.

:: As obsessões mais frequentes são as do medo de contaminação ou de uma desgraça, a obsessão da ordem ou a da perfeição. Existem pessoas que lavam as mãos mais de duas dezenas de vezes por dia, outras fazem todos os dias exactamente o mesmo percurso para chegar ao trabalho, outras não conseguem fazer uma tarefa nova, ou habitual, sem antes haver um ritual complicado e incompreensível. Percebe-se, portanto, o quanto esta perturbação pode interferir no quotidiano duma pessoa.
Estima-se que a prevalência desta perturbação atinja cerca de 2% da população, e que tenha frequentemente patologias associadas como por exemplo, a depressão.

Ataques de Pânico

:: Se a descrição é bastante fácil de se compreender, já o que se sente é dum acontecimento terrível. Existe uma angústia aguda, uma angústia enorme e brutal, associada a sintomas físicos característicos. O ataque de pânico caracteriza-se por ser bem delimitado no tempo, em que se expressam pelo menos quatro dos treze sintomas a seguir descritos, e atingem o auge da sua intensidade em menos de dez minutos: medo de morrer, medo de ficar louco, com angústia de despersonalização (estar desligado de si próprio), angústia de desrealização (sentimentos de irrealidade), de palpitações, sufocação, transpiração, tremuras ou espasmos musculares, dor toráxica, náuseas, vertigens, sensações de formigueiro (parastesias) e arrepios.

:: Os sintomas físicos, aliás, são tão intensos, que as pessoas acabam por ir a uma consulta médica, preocupados com o bem estar físico propriamente dito. Como exemplo, há pessoas que ficam muito surpreendidas, que quando casam e vão de lua-de-mel têm um ataque de pânico, e procuram rapidamente um cardiologista, devido à taquicardia, ou à falta de ar. O que se verifica, é que não existe problema nenhum a nível físico, mas por detrás destes sintomas está instaurada uma angústia de separação, ou mesmo depressão.

:: Da investigação clínica realizada até hoje, os trabalhos sugerem que a ansiedade de separação patológica durante a infância constitui um factor de risco no aparecimento da perturbação de pânico e de agorafobias, durante a idade adulta.

Os ataques de pânico parece que têm maior prevalência nas mulheres e em sujeitos mais ansiosos, que têm traços de personalidade evitantes, e que têm tendências depressivas.

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