Posição da Fileira do Pescado relativamente ao Peixe-gato - Médicos de Portugal

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Posição da Fileira do Pescado relativamente ao Peixe-gato

24 Setembro, 2012 0

O peixe conhecido como panga, ou peixe-gato, surgiu recentemente no mercado português e noutros países, oriundo sobretudo de explorações em aquicultura no rio Mekong, Vietname. Em Portugal, são consumidas por ano cerca de quatro mil toneladas.

A falta de informação disponível sobre a espécie, e o crescimento rápido da sua presença no mercado, podem explicar o surgimento de notícias erradas sobre alegados problemas de segurança e qualidade. Este peixe foi acusado de apresentar um nível elevado de bactérias patogénicas, metais pesados e resíduos de fármacos e de hormonas, espelhando alegadamente a má qualidade das águas onde é produzido, com práticas de aquicultura inaceitáveis. Foi também dito que não possuía as características nutricionais benéficas que se obtêm a partir do pescado.

Se as acusações, no que se refere a segurança e higiene alimentar se revelaram falsas, no que toca às características nutricionais as notícias são verdadeiras: o peixe-gato parece peixe, sabe a peixe, cheira a peixe e prepara-se como peixe. E é, tecnicamente, peixe. Mas, na realidade, não tem as características nutricionais habituais no pescado que tradicionalmente se consome em Portugal, e os benefícios para a saúde advindos do seu consumo não são os mesmos.

Apesar de não haver malefícios no consumo de Panga, há que haver a consciência do que está a ser consumido e ter o cuidado de integrar na alimentação outro pescado rico, por exemplo, em Ómega 3, e nos nutrientes presentes na maioria do pescado “tradicional”, para assegurar uma alimentação saudável. No entanto, nem sempre o consumo de Panga é consciente, na medida em que este peixe é muitas vezes “disfarçado” e apresentado como pescada, cherne, ou outros peixes que, pela cor, possam ser confundidos com panga, que fica muito mais barato como matéria-prima. Em alguns países, como Espanha ou França, está a ser restringido o consumo de Panga em espaços de restauração coletiva, como refeitórios de escolas ou hospitais.

A Fileira do Pescado defende uma maior informação acerca das características nutricionais do peixe-gato, para que o consumidor possa fazer uma escolha consciente. E que, nos locais onde as refeições são já apresentadas preparadas, que seja identificado o peixe usado na confeção, e que exista uma maior vigilância para que na restauração não se venda peixe-gato como se fosse outra espécie de pescado.

Salientamos, contudo, que o Panga não traz riscos para a saúde. Em Portugal, a Associação de Defesa do Consumidor, perante as acusações divulgadas, efetuou análises aos produtos disponíveis para o consumidor final. O peixe-gato revelou, nos 4 tipos de análises (microrganismos indicadores de higiene, microrganismos patogénicos, metais pesados e resíduos de medicamentos) valores abaixo dos máximos permitidos, o que resultou numa apreciação global positiva das marcas comerciais de filetes congelados testados. Em Junho de 2009, a Direcção de Avaliação dos Riscos na Cadeia Alimentar da ASAE do Governo Português publicou, igualmente, um esclarecimento sobre a panga. Os organismos oficiais concluíram que o consumidor pode estar tranquilo uma vez que não foi identificado qualquer risco imediato para a saúde pública.

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