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Perguntas Sobre a Próstata

17 Agosto, 2013 0

O que é a Radioterapia Externa?

A Radioterapia Externa destrói a próstata de maneira não invasiva. As células são destruídas e resta um tecido cicatricial sem vitalidade. O tratamento é fraccionado num número de sessões diárias que depende da dose de radiação prescrita. A dose total é limitada pela toxicidade da radiação aos órgãos vizinhos, já que antes de alcançar a próstata o feixe de radiações tem que atravessar outros tecidos.

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A eficácia é sobreponível à cirurgia mas no caso de tumores agressivos deve ser feita radioterapia de alta dose (superior a 72 Gray), para obter estes resultados. As sequelas, para além da incontinência e impotência que são muito menos frequentes do que com a cirurgia, são a cistite e rectite rádicas que dão queixas de dor, desconforto e frequência urinária assim com o tenesmo rectal. Estas queixas são habituais durante o tratamento mas habitualmente desaparecem com o tempo. Podem no entanto ficar algumas queixas sequelares, bem como aparecerem hemorragias vesicais ou intestinais ao fim de vários meses.

O que é a Braquiterapia Prostática?

A Braquiterapia Prostática, ou Radioterapia Intersticial é também uma forma de terapêutica com radiações, com a particularidade da zona irradiada estar restringida à próstata. Este efeito consegue-se implantando fontes radioactivas “sementes” de Iodo ou Paládio na próstata. Cada semente tem um campo de acção muito restrito e é o somatório de todas as sementes implantadas que produz o efeito desejado. Como o risco de lesão dos orgãos vizinhos é muito menor podem-se administrar doses mais altas de radiação (140 a 160 Gray), que variam com o método de implante (já que há várias metodologias).

No caso de tumores altamente agressivos há necessidade de fazer terapêutica combinada de Braquiterapia e Radioterapia Externa. Neste caso administra-se uma dose parcial de cada um dos tipos de radiação. Prescrevendo correctamente o tipo de tratamento de acordo com a agressividade tumoral obtêm-se resultados sobreponíveis aos dos outros tipos de tratamento. As fontes são implantadas sob anestesia (pode ser geral ou loco-regional), o doente tem alta no dia seguinte, podendo regressar à sua actividade normal rapidamente. As sementes actuam, durante um periodo que varia com o elemento em causa e que no caso do Iodo é de três meses.

Posteriormente ficam inertes, sem actividade. Ao fim de cerca de um mês surgem queixas urinárias irritativas, como frequência e imperiosidade urinária e jacto fraco. A intensidade das queixas está relacionada com a importância das queixas prévias ao tratamento. Quando as queixas iniciais são leves, normalmente o tratamento é bem tolerado. Pode haver necessidade de fazer tratamento sintomático durante o periodo de tempo em que são mais incomodativas.

Entre o sexto e o nono mês a sintomatologia desaparece. Em cerca de 5% a 10% dos casos pode haver um aperto do colo vesical que requere intervenção cirurgica endoscópica desobstrutiva. Há também um risco de incontinência urinária em doentes que foram anteriormente submetidos a cirurgia prostática, que depende do método de implante. Este método não provoca impotência embora a longo prazo possa haver uma diminuição variável da rigidez da erecção. Este método alia à alta eficácia, a menor interferência na actividade do doente e as sequelas mais reduzidas, o que justifica a crescente popularidade de que vem gozando.

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