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Perguntas Sobre a Próstata

17 Agosto, 2013 0

O que é o PSA?

O PSA ou “Prostate Specific Antigen”, é uma das proteínas de secreção exócrina produzidas pela próstata. É um enzima também chamado Seminogelina que tem como função dissolver o coágulo seminal que se forma em consequência da mistura das secreções da próstata com as das Vesículas Seminais. Uma pequena percentagem entra em circulação e pode ser doseada.

Em todas as doenças prostáticas aparece uma maior quantidade de PSA no sangue. O carcinoma é a doença que provoca a maior subida mantida desta proteína tornando-a no melhor marcador tumoral que temos. É particularmente eficaz para a vigilância da resposta da doença à terapêutica. Como varia directamente com o volume de tumor dum modo muito sensível, avalia a actividade tumoral com uma precisão que nenhum outro meio complementar de diagnóstico permite. Como ferramenta para o diagnóstico precoce do tumor maligno tem algumas limitações.

Todas as doenças da próstata se podem acompanhar de aumento do PSA, e esta glândula é sede frequente de várias doenças, muitas vezes concomitantes. O exame que dá o diagnóstico de carcinoma é a biopsia prostática. Para evitar fazer biopsias a um número exagerado de pessoas sem tumor, desenvolveram-se várias estratégias para identificar as pessoas em maior risco de doença. A relação entre o PSA livre e o total, a velocidade de aumento do PSA com o tempo, a densidade do PSA com o volume de tecido prostático

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Quando vigiar a próstata?

Os homens com história familiar de Carcinoma da Próstata devem iniciar a vigilância aos 45 anos, porque os casos de tumor com características hereditárias surgem normalmente mais cedo e têm maior agressividade. Não havendo história familiar pode-se iniciar a vigilância aos 50 anos.

Quais os tratamentos de intenção curativa?

São fundamentalmente a Prostatectomia Radical, a Radioterapia Radical e a Braquiterapia Prostática.

O que é a Prostatectomia Radical?

A Prostatectomia Radical é a terapêutica cirúrgica do carcinoma da Próstata. É ainda a terapêutica que mais se aplica no tratamento do Carcinoma da Próstata. Implica a remoção da Próstata em bloco com as Vesículas Seminais. Como tem que se anastomosar o colo da bexiga à uretra, o doente tem que usar algália, habitualmente durante três semanas.

Após a remoção da mesma segue-se um período de incontinência urinária que obriga ao uso de pensos ou fraldas protectores. Esta incontinência tem duração variável e pode oscilar entre dias e meses, sendo mais tipicamente cerca de dois meses. Um pequeno número de doentes ficará com incontinência permanente e não é possível prever quais as pessoas que virão a sofrer essa sequela altamente lesiva da qualidade de vida. A outra complicação habitual da Prostatectomia Radical é a impotência sexual que resulta da lesão dos feixes vasculo-nervosos pudendos (responsáveis pela erecção), mesmo quando se faz cirurgia conservadora dos nervos. Esta sequela não sendo tão grave como a incontinência tem uma prevalência muito alta. Quando se poupam os nervos, há a possibilidade de manter vida sexualmente activa recorrendo a comprimidos como o Viagra. Caso este não seja eficaz há ainda um número de pessoas que respondem a terapêutica intra-cavernosa com Caverjet (injectável administrado no pénis).

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