Otites: Dores tão aborrecidas…
Os bebés costumam ser mais propensos a otites, especialmente os que tiveram uma otite em idade muito precoce, os que frequentam creches ou infantários e os que vivem em ambientes poluídos pelo tabaco.
Os bebés não conseguem indicar a origem da dor por isso, muitas vezes, quando um bebé está muito irritável, chorando incessantemente e com febre alta poderemos suspeitar de uma otite.
Relativamente ao tratamento, este depende da origem da dor e da gravidade da mesma. Na maioria das situações, quando a causa da otite passa por um vírus, o tratamento visa apenas aliviar a dor, o desconforto e a febre. No entanto, quando a origem provável é outra, as abordagens podem ser variadas, desde a instilação de soluções ácidas com a finalidade de restaurar o ambiente normal do ouvido (naturalmente antibacteriano), o recurso a cortiscosteróides que possuem propriedades anti-inflamatórias e ainda a antibióticos ou antifúngicos, para combater infecções de origem bacteriana ou fúngica. Qualquer destes tratamentos requer um diagnóstico prévio.
Caso o tratamento passe pela aplicação de gotas auriculares, se aquecermos o frasco nas mãos colocando o líquido mais próximo da temperatura corporal, podemos contribuir para reduzir a dor aquando da aplicação das gotas.
No campo da investigação, o foco está na concretização de uma vacina contra os principais vírus e bactérias responsáveis pelas otites, desde os tenros dois meses de vida.
O que fazer com a dor?
Entre a manifestação da dor de ouvido e o início do tratamento, há um período de tempo que se torna, por vezes, desesperante. A aplicação de calor local, por exemplo, uma botija de água quente colocada sobre o ouvido pode acalmar a dor. O que não invalida – e jamais substituirá – o aconselhamento médico ou farmacêutico.
Páginas: 1 2

